Brasil

FNP e Sindipetro-PA/AM/MA/AP abrem debate com a Petrobrás sobre a reestatização das termelétricas Tambaqui e Jaraqui, no Amazonas

Diretor de Transição Energética e Sustentabilidade se comprometeu a analisar os casos e marcar nova reunião com a categoria petroleira   Hoje (11/09), os dirigentes da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e do Sindipetro Pará/Amazonas/Maranhão/Amapá se reuniram presencialmente com Maurício Tolmasquim, diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobrás O encontro – que foi realizado no Edifício Senado (Edisen), no centro do Rio de Janeiro (RJ) – teve como pauta a discussão de alternativas para a reestatização das termelétricas do “Complexo PIEs”, com destaque especial para as usinas de Tambaqui e Jaraqui, no estado do Amazonas. Ambas integravam o portfólio da Petrobrás (que era controladora da Breitener S.A.) e foram privatizadas em 2021, no governo Bolsonaro. O encontro também visava discutir a compra de outras térmicas e direitos de reversão de usinas amazonenses, que estão sendo colocadas à venda pela Eletrobrás. “Nós viemos trazer novas informações para a Petrobrás. Trouxemos ainda anos de experiência na representação daquela categoria de trabalhadores que atuam em tais empresas. Isso para que a companhia já inicie o processo para trazer de volta essas empresas ao Sistema Petrobrás”, disse Silvio Cláudio, diretor da FNP e do Sindipetro PA/AM/MA/AP.     O diretor Tolmasquim se reuniu com os representantes da categoria petroleira num conflito de agendas e não pode permanecer muito mais do que 30 minutos com os dirigentes sindicais. Em sua exposição, os dirigentes da FNP e o pesquisador do Instituto Latino-Americano de Estudos Socioeconômicos (Ilaese), Gustavo Machado, relembraram ao gestor que a reestatização das térmicas de Tambaqui e Jaraqui (e outras) são estratégicas para vender energia mais barata e interromper uma escalada de monopólio privado na região Norte, ajudando também futuramente na transição energética. “É muito importante fazermos a integração do Parque Energético do Amazonas com a Província Petrolífera de Urucu, e continuarmos verticalizando a evolução do estado do Amazonas com energia mais barata e energia mais limpa”, complementou Silvio Claudio. O diretor Tomalsquim se comprometeu a agendar uma nova reunião com a FNP e o Sindipetro PA/AM/MA/AP após uma melhor análise técnica do assunto, a partir das diretrizes do Planejamento Estratégico da Petrobras.

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FUP e FNP debatem campanha reivindicatória e calendário conjunto de lutas

Federações continuam processo iniciado em 2022, que tem como objetivo fortalecer a luta da categoria na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho com o Sistema Petrobrás [Nota aos trabalhadores] Com o objetivo de fortalecer a categoria petroleira durante a campanha reivindicatória e nas negociações com o Sistema Petrobrás, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) retomaram acordos alcançados nos diálogos desenvolvidos em 2022. A proposta de mesa única de negociação com a gestão da empresa não foi consensual entre as federações, porém foi acordada a instalação de um comitê para debater a campanha reivindicatória, o calendário de lutas e construir uma estratégia vitoriosa para o ACT. O diálogo entre as duas federações têm se intensificado nos últimos tempos, com importantes ações conjuntas contra as privatizações, em defesa da Petros, na realização do Encontro Nacional das Mulheres Petroleiras, entre outras lutas em defesa da categoria. Outro ponto de trabalho conjunto de vital importância é a construção da Chapa unitária “Unidade pelo futuro da Petros”, que tem por base a cobrança das dívidas pela Petrobrás, sem qualquer concessão a migrações para planos CD, que tenta recuperar o fundo de pensão da categoria para os trabalhadores e trabalhadoras na eleição que ocorre entre os dias 25 de setembro e 9 de outubro. Além da articulação política, o acordo das entidades abrange reuniões entre as entidades após as reuniões com a Petrobrás e subsidiárias, o registro dos encontros em atas e a produção e divulgação conjunta de materiais de divulgação. Foram aprovadas duas ações concretas que serão implementadas nos próximos dias. Uma delas é a campanha unificada de conscientização em razão do setembro amarelo, mês de prevenção do suicídio, uma pauta muito cara à categoria e que preocupa as duas federações. A outra é a construção de ações unificadas e independentes das entidades de classe e dos movimentos sociais alusivas aos 70 anos da Petrobrás, que se completam no próximo dia 3 de outubro. Ambas Federações apostam que o diálogo fortalecerá a capacidade de negociação da categoria petroleira e representará mais direitos para os trabalhadores e trabalhadoras. Representação sindical no Amazonas Frente às divergências relativas ao processo judicial pela representação da categoria no Amazonas, ficou acordado que será realizado esforço para agendamento de uma reunião entre as entidades para tratar dessa questão.

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