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ACT 2023-2024 | Em nova mesa, FNP cobra ganhos reais na proposta de remuneração da Petrobrás

Reunião temática também tratou de vantagens e relações sindicais   Hoje (27/09), a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) se reuniu novamente com o RH da Petrobrás para tratar desta vez a respeito de remuneração, vantagens e relações sindicais. Os dirigentes cobraram avanços concretos na remuneração da categoria petroleira, com uma proposta que inclua ganhos reais (além da reposição da inflação), levando em consideração os anos de 2019 e 2020, quando o reajuste foi de apenas 70% da inflação e no ano seguinte nada foi reajustado no salário dos trabalhadores do Sistema Petrobrás. Ainda sobre remuneração, foi enfatizado à companhia que os empregados da Petrobrás Biocombustível (PBIO) carecem de reajuste adequado, porque não tiveram aumento em 2022.   Vantagens No ponto de vantagens, a FNP explicitou que, para a Petrobrás prestigiar todos os trabalhadores, é importante que se garanta a isonomia entre os adicionais onshore e offshore, já que existem atividades específicas que não possuem adicionais em detrimentos de outas. São os casos dos adicionais de campos terrestres, adicional de apropriação e o adicional de regime especial de campo. Novamente foi cobrada a extensão do Adicional AM para Adicional de Permanência na Amazônia Legal, pela maior faixa, contemplando todos os empregados lotados nos estados da região, incorporando aqueles transferidos após 2019 que hoje não recebem o adicional.     Relações sindicais Os diretores da Federação Nacional dos Petroleiros reforçaram que, ao longo dos últimos seis anos, foram atacados reiteradamente pelas gestões da Petrobrás, sobretudo no governo Bolsonaro. “Perdemos muitos direitos e as direções sindicais foram alvos diretos das investidas do último governo, que reduziu muitas liberações entre as diretorias dos sindicatos e das federações”, disse Adaedson Costa, secretário-geral da FNP. Também foi cobrada a isonomia nas liberações entre as duas federações de petroleiros, na holding e subsidiárias.   Pedido de nova mesa temática Ainda no encontro de hoje, a FNP solicitou à Petrobrás uma nova mesa nessa rodada de comissões temáticas do ACT 2023-2024 para tratar de avanços nos eixos PLR, PCAC, PPP, periculosidade pra valer, Petros, segurança no emprego, efetivo, anistia, direitos dos novos empregados, teletrabalho e terceirização, que até então não foram abordados pela companhia e não foram relacionados nesta rodada de mesas temáticas. Cada um desses pontos foi minuciosamente explicado para os representantes da companhia e a sua necessidade de implementação e melhorias. Para a reconstrução da Petrobrás acontecer de fato, é necessário valorizar a sua força de trabalho, que, além de ter mantido a empresa e lutado contra a privatização, tem muito trabalho pela frente. A organização continua sendo o único caminho para a categoria petroleira. Dia 03/10, todos e todas nos atos pela reconstrução da Petrobrás e das estatais! [CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS]

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Setembro Amarelo | Petrobrás precisa realizar ações concretas de prevenção ao suicídio no ACT 2023-2024

Nova gestão da companhia tem o dever de efetivar políticas para frear o adoecimento mental dos trabalhadores, que tem impactado transferidos, vítimas de assédio, aposentados e demitidos em busca de anistia      Em 2019, um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que ocorrem 700 mil mortes por ano no planeta em decorrência do suicídio. Entre 2000 e 2019, a taxa de mortes desse tipo caiu 36% no mundo. No entanto, cresceu em 14% na região das Américas. No Brasil, são estimados cerca de 14 mil óbitos por ano. A campanha “Setembro Amarelo” existe desde 2013 para conscientizar a sociedade brasileira sobre a prevenção do suicídio. Ela é organizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). Neste ano, o lema é “Se precisar, peça ajuda”. Desde então, diversas empresas e organizações da sociedade civil encamparam essa luta dada a elevada incidência de doenças ocupacionais relacionadas à depressão, ansiedade, estresse e outras variáveis psicológicas, biológicas, sociais e culturais. O contexto atual, porém, se mostra ainda mais sensível pela quantidade de transformações e eventos globais recentes que a classe trabalhadora tem vivenciado, como a pandemia de Covid-19, ascensão de governos autoritários, a fragmentação e a precarização do trabalho, a desinformação na era das plataformas de redes sociais, entre outros.   Petrobrás precisa se comprometer com a prevenção ao suicídio no ACT 2023-2024 Se você perguntar a um petroleiro ou petroleira, se conhece ou tem notícia de algum colega que tirou a própria vida, muito provavelmente a resposta será sim. E com mais frequência essa triste notícia circula nos grupos dos trabalhadores e do movimento sindical. A gestão bolsonarista, o desmonte da companhia e as privatizações dos últimos anos têm preponderância no adoecimento mental e suas consequências no seio da categoria petroleira. A Petrobrás realiza algumas ações pontuais para tratar do tema da prevenção do suicídio, como campanhas informativas por meio da Saúde Petrobrás (antiga AMS). Contudo, há um anseio da categoria e uma demanda já manifestada pelos sindicatos e federações por medidas mais concretas e perenes, já que se observa uma “epidemia silenciosa” de suicídios (assim tratada pelos próprios trabalhadores) dentro do Sistema Petrobrás. A direção da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) mapeou que as principais as vítimas são os empregados que foram transferidos compulsoriamente; outros demitidos das empresas subsidiárias privatizadas; petroleiros que lutam por anistia; aposentados que sofrem com os equacionamentos da Petros e descontos na AMS; além das vítimas de assédio e perseguição política. É preciso ressaltar que um grupo específico de trabalhadores foi prejudicado sobremaneira pela gestão bolsonarista. Os empregados das unidades da Petrobrás no Nordeste foram vítimas diretas do desmonte da companhia na região. Muitos daqueles que foram transferidos à revelia se encontram ainda hoje em estado de vulnerabilidade e adoecidos mentalmente.   Veja abaixo as demandas urgentes que a Petrobrás precisa resolver a cada grupo com medidas já no ACT 2023-2024:   Empregados transferidos – essa situação é uma “bomba-relógio” em se tratando da saúde mental e suas consequências. Eles foram retirados dos seus locais de origem, atacados em suas identidades, afastados das famílias. Não é possível que a Petrobrás aguarde que esses trabalhadores adoeçam ainda mais até se tornarem “casos críticos”. É preciso uma solução emergencial imediata. A FNP cobra o teletrabalho integral para esses empregados, de modo que eles possam voltar para as suas unidades de origem (no caso do Nordeste, alguns prédios inclusive precisam ser reabertos). E que também seja possível o registro de ponto nos prédios mais próximos de suas casas. Essa demanda coaduna amplamente com a expectativa de todos os empregados da área administrativa. Teletrabalho mais flexível, já!   Aposentados – eles contribuíram a vida toda para ter uma aposentadoria digna. Agora, com os descontos abusivos na AMS e os equacionamentos da Petros, estão passando sérias dificuldades financeiras. Muitos, inclusive, são provedores de toda a família. Precisamos de soluções para AMS e Petros!   Vítimas de assédio moral ou possíveis vítimas – esse é um caso típico. A pessoa fica anos sem nível, sendo desprestigiada, desvalorizada e o gerente ainda a segura no local. Com tratamento injusto e perseguição, o trabalhador adoece e fica sem saída, se sente preso e atacado em sua dignidade. É preciso que esses casos, ainda que sem comprovação de assédio, tenham prioridade nas transferências. A gestão bolsonarista adoeceu muitos trabalhadores dessa forma. É preciso que a empresa dê proteção ao denunciante de assédio no ACT 2023-2024, melhore as comissões e se comprometa com o afastamento dos gestores assediadores.   “Anistiandos” e sem anistia – esse grupo de trabalhadores demitidos do Sistema Petrobrás aguarda que a holding e as suas subsidiárias os reincorporem imediatamente aos seus quadros, uma vez que ainda que há o déficit de empregados na força de trabalho, já reconhecido pela própria Petrobrás.

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