Acampamento pelo fim dos PEDs é suspenso com a promessa de resolução das questões da Petros através de uma comissão com órgãos do governo

Centenas de petroleiros aposentados se revezaram em vigília, em frente ao Edisen, durante 14 dias e foram recebidos pela presidente da Petrobras, que aceitou a proposta de comissão

 

Após 14 dias de vigília em frente ao Edifício Senado (Edisen), no centro do Rio de Janeiro, ontem (04/07), os petroleiros (em sua maioria aposentados) decidiram suspender o ACAMPAMENTO DA LUTA PETROLEIRA: PELO FIM DOS PEDS, JÁ!

A decisão foi tomada após a Petrobras confirmar a formação de uma comissão multissetorial com a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), além da própria Petros e do Fórum das Entidades em Defesa dos Participantes e Assistidos da Petros – do qual a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) faz parte – para encontrar uma solução definitiva aos equacionamentos e resolver o rombo no fundo de pensão.

Os manifestantes afirmam que, se em 15 dias, essa comissão não avançar em nenhuma proposta concreta, o movimento voltará a ocupar a entrada do Edisen, com um novo acampamento e vigília por tempo indeterminado.

Nessas duas semanas, centenas de petroleiros de todo o Brasil se revezaram nos períodos de vigília, inclusive pernoitando no acampamento sob chuva e frio, com o objetivo de acabar com os equacionamentos da Petros, que vêm zerando os contracheques dos aposentados.

Veja abaixo como foi.

 

Histórico

Importante lembrar que, antes do início do acampamento, o Fórum das Entidades em Defesa dos Participantes e Assistidos da Petroscomposto pela FNP, FUP, Conttmaf, Ambep e Fenaspe – realizou um seminário de dois dias sobre a conclusão do GT Petrobras, Petros e Entidades (GT/PPE) [CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS], para  compartilhar e explicar todos os problemas enfrentados naquele espaço, que, infelizmente, não encontrou nenhuma solução razoável para a categoria.

Veja os vídeos no YouTube

 

 

 

O acampamento começou no dia 20/06, logo após o DIA D – 4° Ato Nacional Unificado em Defesa dos Participantes da Petros (os anteriores aconteceram em maio e agosto de 2023, e março de 2024), que reuniu cerca de 800 pessoas em frente ao Edisen.

No dia seguinte, uma comissão do Fórum das Entidades entrou no Edisen para conversar com a presidente Magda Chambriard, mas ela não compareceu ao encontro.

Os petroleiros passaram o final de semana acampados, em vigília, até que na terça-feira, dia 25/06, a nova presidente da companhia abriu um canal de diálogo e enfim recebeu os manifestantes.

Na reunião, ela afirmou que qualquer solução para a Petros vai necessariamente passar por órgãos de controle da administração federal, tal como o Tribunal de Contas da União (TCU) [clique aqui e saiba mais].

Os representantes do Fórum, naquela oportunidade, reivindicaram a formação de uma comissão multissetorial para colocar fim aos PEDs, composta também por SEST e Previc, capaz de destravar os imbróglios legais que impedem a patrocinadora (Petrobras) de realizar o aporte financeiro no fundo de pensão.

Em 27/06, os petroleiros celebraram uma semana de ACAMPAMENTO DA LUTA PETROLEIRA, PELO FIM DOS PEDs, JÁ! e nos dias seguintes passaram mais um final de semana acampados em vigília [clique aqui e relembre].

Já na última terça-feira, dia 02/07, uma nova delegação do Fórum das Entidades se reuniu com a diretora-executiva da Petrobras, Clarice Coppeti, e a gerente-executiva do RH, Lilian Soncin, que confirmaram a formação da comissão com os órgãos do governo federal [clique aqui e saiba mais].

Ainda no mesmo dia, os petroleiros acampados realizaram o churrascão da resistência aos PEDs e uma plenária aberta da setorial dos aposentados dos Sindipetro-RJ, tendo passado cerca de 200 pessoas pela ocupação naquela ocasião [clique aqui e relembre].

 

Avaliação da FNP

De acordo com o secretário-geral da FNP, Adaedson Costa, o acampamento trouxe uma nova esperança aos participantes e assistidos da Petros, porque conquistou uma nova frente de negociação para a questão dos equacionamentos, uma vez que o GT/PPE havia acabado sem nenhuma proposta.

“Através da mobilização, a categoria conseguiu que a Petrobras concordasse em montar uma comissão com os órgãos externos, Previc e SEST, para negociar uma solução que atenda verdadeiramente aos anseios dos participantes, ou seja, para que haja o aporte financeiro da Petrobras e alivie o ônus desses PEDs, que tanto prejudicam a remuneração dos beneficiários”, destacou.

A FNP, protagonista de todos esses espaços, salienta sobre a importância de cada participante – ativo, aposentado ou pensionista – continuar forte nessa empreitada, participando das atividades da Federação e do Fórum, porque a comissão multissetorial somente obterá êxito com a pressão permanente da categoria.

Nos próximos dias, o Fórum das Entidades em Defesa dos Participantes e Assistidos da Petros fará as reuniões com os órgãos técnicos em Brasília (DF), mas também irá ativar a Brigada Petroleira para entregar o Dossiê Petros [CLIQUE AQUI E BAIXE O DOCUMENTO] a parlamentares, ministros e outras entidades federais que irão reforçar a luta contra os equacionamentos.

Petroleiros da ativa, aposentados e pensionistas, continuem acreditando e lutando com a gente, pois, com união e comprometimento, alcançaremos o objetivo comum de colocar um ponto final nos equacionamentos da Petros.

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