Assembleias demonstram disposição de rejeição

Os 5 sindicatos da FNP assinaram o ACT 2022/23 ontem, 14/09, garantindo assim o pagamento do reajuste ainda em setembro e a manutenção da data-base. As assembleias rejeitaram a proposta rebaixada, porém, autorizaram a assinatura em caso de aprovação pela maioria dos sindicatos da categoria.

A votação expressiva deixou claro que a categoria tinha disposição para seguir na luta por reajuste real, garantia de emprego, na defesa da AMS, por melhoria nas condições de trabalho do turno e do HA e isonomia nos acordos regionais.

A FNP indicou a rejeição pois entendia que o tema da garantia de emprego era fundamental para o fechamento desse acordo. A retirada do parágrafo 4º da cláusula 42, que vedava demissões sem justa causa, representou um duro golpe contra a categoria.

A Petrobrás não garantiu aumento real de salários aos funcionários e manteve no ACT pontos que dividem a categoria e abrem brecha para ataques futuros. Dentre eles a cláusula da relação 1×1 de turno para áreas administrativas e/ou não industriais, que será submetida a acordos regionais.

Na Transpetro, manteve o adicional de Mestra, uma conquista da greve do CNCL, mas não avançou em relação à negociação do novo adicional de oleodutos. Da mesma forma, manteve os acordos regionais do Norte Fluminense, mas excluindo os demais trabalhadores do regime de embarque.

Na AMS, mantém a relação de custeio 60×40, a 13ª contribuição e a possibilidade da margem consignável de 30%. As cláusulas relativas à AMS foram preservadas e seguiremos na luta contra a APS e o desmonte do plano.

Mas, a rejeição entre a maioria dos trabalhadores é um recado importante para a gestão da empresa de que não estão satisfeitos com a proposta que divide a categoria.

Os sindicatos da FNP assinaram o acordo, mas, a categoria apontou o caminho da luta e seguiremos juntos, em defesa dos direitos, por garantia de emprego e por uma Petrobrás 100% estatal!

Pbio e TBG

Já na assembleia dos trabalhadores da PBIO (RJ), o resultado foi a rejeição sem condicionante, pelo qual não houve assinatura do Acordo e assim, o Sindipetro-RJ irá solicitar nova negociação com a empresa no dia de hoje.

Na TBG (RJ), o acordo foi aprovado e assinado.

A luta continua!

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