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Mais um lucro recorde da Petrobrás

Ser? que h? realmente o que comemorar, dado que o lucro ? ganho ? custa do bolso dos consumidores brasileiros e que o dinheiro ? torrado em dividendos? Leia agora o artigo de Eric Gil Dantas, economistas do Ibeps e da OSP

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#8M: petroleiras vão às ruas pela vida das mulheres!

O Dia Internacional das Mulheres (8/3) é uma data importante para fortalecer a luta pela igualdade de gênero e pelos direitos das mulheres em todo o mundo. Desde a sua criação, há mais de um século, a data tem sido marcada por manifestações, protestos e mobilizações em prol dos direitos das mulheres. Na Petrobrás, por exemplo, as mulheres sãoo as que mais sofrem com assédio moral e constrangimento. Também é muito presente o assédio sexual, que ocorre principalmente, mas não o unicamente, com mulheres terceirizadas. Um reflexo do machismo em nossa sociedade. Mas, o número de mulheres tem crescido exponencialmente nos úlltimos anos na Petrobrás. Porém, nem sempre um ambiente de trabalho está apropriado para recebê-las e elas ainda sofrem com a falta de vestiários femininos, adequação de equipamentos para exercerem seu trabalho, uniformes e EPI adequados, como também à necessidade de a empresa realizar treinamentos, debates, oportunidades de diálogo sobre as questões de gênero e assédios, tanto para gestores quanto para toda a força de trabalho. Por isso, nos atos de rua desse ano, elas vão pedir: – Sem anistia para os bolsonaristas e entreguistas da Petrobrás; – Reversão das privatizações; – Retorno do programa Parto Adequado da Petrobrás; – Adequação da compensação das horas de Natal e Ano Novo e adequação da compensação de horas para as mulheres que saíram de licença, sem que haja perdas; – Expansão dos dias de licença para acompanhamento de filhos menores à médico, como para acompanhamento de pais idosos ou acompanhantes, expansivo também aos homens; – Melhorias no procedimento de acompanhamento de denúncia de assédio sexual e moral; – Proteçãoo das mulheres ví­timas de violência doméstica; – Defesa do Programa de avaliação da saúde do aposentado – PASA; e – Defesa do Programa de Assistência Especial (PAE), com melhoria nos procedimentos de reembolso, no acompanhamento de dependentes e na celeridade da liberação dos tratamentos. É importante que as mobilizações e lutas lideradas pelas mulheres continuem a crescer e ganhar forçaa, de modo a garantir um futuro mais justo e igualitário para todas.

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FNP participa da 1° reunião do GT de AMS

Na primeira reunião do GT AMS, realizada nesta quinta-feira (2/3), a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) exigiu que, além da suspensão do reajuste de 23% do Grande Risco da Tabela AMS, que já foi anunciada para o mês de março, que a empresa estude uma maneira de reduzir os valores da tabela, a partir da perspectiva de redução à relação de custeio 70×30. Essa medida é fundamental para que o plano de saúde volte a caber no bolso da categoria, fundamentalmente dos aposentados e pensionistas, que são as principais vítimas da atual política da companhia. Desde 2020, a contribuição ao Grande Risco já subiu em média 165%, muito acima dos reajustes meramente parciais da inflação que os petroleiros tiveram desde então, que totalizaram apenas 20%. Vale lembrar que enquanto pressiona pela definição de um índice de reajuste ainda no mês de março, a empresa apresentou um lucro recorde de R$ 188 bilhões de reais e pagou, em 2022, R$ 194Bilhões de reais em dividendos aos acionistas. Não faz o menor sentido aceitarmos um reajuste da tabela, já que a perspectiva da categoria é que a nova gestão apresente uma mudança na política global da AMS, contemplando o retorno à gestão própria do plano e à redução dos valores das tabelas, a partir do custeio com uma tabela grande risco 70×30, mas uma meta global na casa da histórica relação de custeio que fechava/variava entre 24% e 26% a participação efetiva dos trabalhadores. Direitos atacados diretamente desde o ACT 2017 pelas gestões Temer/Bolsonaro. Não é justo aumentar estratosfericamente os custos do plano de saúde contra os trabalhadores da ativa e, especialmente contra aposentados e pensionistas, que sequer tem alguma perspectiva de carreira e reajuste, significando diretamente redução de poder de compra sem possibilidade de mitigação no curto ou médio prazo. Na próxima segunda-feira (6/3), ocorrerá a segunda reunião do GT- AMS. A direção da FNP também irá apresentar nas próximas reuniões um plano que contemple as reivindicações da categoria e que possa impedir mais um aumento nas tabelas da AMS e rumar à condição de direitos históricos da categoria.

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Uma análise dos preços dos combustíveis antes e depois das privatizações das refinarias RLAM e REMAN no Brasil

* Por Eric Gil Dantas Neste texto, intitulado “Como duas privatizações aumentaram ainda mais o preço dos combustíveis no Brasil”, publicado no Estadão, o autor Eric Gil Dantas analisa o impacto da privatização de duas refinarias brasileiras, a RLAM e a REMAN, na variação dos preços dos combustíveis no país. O texto utiliza dados tabulados de preços às distribuidoras de gasolina, diesel e gás natural da Petrobrás para mostrar como a privatização das refinarias afetou os preços dos combustíveis vendidos. Ele ainda apresenta gráficos que comparam os preços antes e depois das privatizações e sugere que os dados servem para o debate sobre privatização e reestatização de refinarias no Brasil. Leia o texto na íntegra: De 2015 para cá a Petrobras vendeu um volume enorme de ativos. Segundo o Observatório Social do Petróleo, a soma de privatizações chegou ao valor de R$ 280 bilhões no ano passado. Foram vendas como a da BR Distribuidora, NTS e TAG (empresas de gasodutos), Liquigás, Gaspetro, polos e campos de petróleo e gás, etc.. Mas aqui focaremos na avaliação da privatização de dois ativos especificamente: RLAM e REMAN, as duas refinarias privatizadas em 2021 e 2022. Não entraremos na discussão geral de privatizações e no motivo das vendas das refinarias, que passa por questões no CADE e por pretensões de desconcentrar o mercado[1]. Para esta análise utilizaremos estritamente o preço dos combustíveis antes e depois das privatizações no caso da refinaria da Bahia e do Amazonas. Os dados tabulados foram os de Preços às Distribuidoras de Gasolina A, Diesel S-10 e GLP da Petrobras, Acelen e REAM. Com isto desejamos dar subsídios ao debate sobre privatização e reestatização de refinarias no país. O que aconteceu com os preços na Bahia? A Refinaria Landulpho Alves (RLAM) foi a primeira refinaria nacional de petróleo, criada em 1950, em um contexto de descoberta de petróleo comercial na Bahia. Localizada no Recôncavo Baiano, é a segunda maior refinaria do país, atrás apenas da Refinaria de Paulínia (SP), com 15,6% do total da capacidade de refino do país. Coincidentemente também foi a primeira refinaria a ser privatizada. Comprada em 2021 pelo fundo Mubadala Capital, subsidiária de gestão de ativos da Mubadala Investment Company, dos Emirados Árabes, teve como início a nova gestão privada em dezembro de 2021, a partir da empresa Acelen. Com isto a RLAM foi rebatizada de Refinaria Mataripe. Como pode ser observado no Gráfico 1, se considerarmos o período que vai de um ano antes da privatização da RLAM até o fim da operação estatal, a RLAM vendia gasolina sempre um pouco abaixo do restante das refinarias da Petrobras, mais especificamente 0,9% mais barato se considerarmos a média de todo o período. Gráfico 1 – Preços da Gasolina A às distribuidoras da RLAM e de todas as outras refinarias da Petrobras à exceção da RLAM (01/12/2020 a 08/10/2021) Fonte: Petrobras Após a privatização, Mataripe passou a cobrar em 74% dos dias um preço acima do praticado pela Petobras. Em média a gasolina da refinaria privatizada ficou 5,6% mais cara do que o da estatal no mesmo período. Gráfico 2 – Preços da Gasolina A às distribuidoras da Petrobras e da Acelen (01/12/2020 a 08/10/2021) Fonte: Acelen; Petrobras No caso do preço do diesel S-10 a diferença é um pouco maior. A RLAM vendeu, em média, o diesel 2,5% mais barato do que o restante da Petrobras no ano que antecedeu a sua privatização. Gráfico 3 – Preços do Diesel S-10 às distribuidoras da RLAM e de todas as outras refinarias da Petrobras à exceção da RLAM (01/12/2020 a 08/10/2021) Fonte: Petrobras Após a privatização, Mataripe passou a cobrar na maior parte do tempo preços acima da Petrobras. Mais especificamente 57% dos dias desde o início da série histórica. O preço do diesel ficou em média 1,94% mais caro do que a Petrobras. Gráfico 4 – Preços do Diesel S-10 às distribuidoras da Petrobras e da Acelen (01/12/2020 a 08/10/2021) Fonte: Acelen; Petrobras Por fim, no GLP o preço praticado pela RLAM era praticamente igual ao do restante das refinarias. Porém, após a privatização a Refinaria Mataripe passou a cobrar, em média, 7,2% a mais pelo GLP se comparado à Petrobras. Gráfico 5 – Preços do GLP 13kg às distribuidoras da Petrobras e da Acelen (01/12/2020 a 08/10/2021) Fonte: Acelen; Petrobras O que aconteceu com os preços no Amazonas? Criada em 1956, a Refinaria Isaac Sabbá (REMAN) detém 2,6% da capacidade de refino do país, e é responsável por grande parte do abastecimento dos estados do Norte. Em 2022 foi vendida para o grupo ATEM, empresa de distribuição de combustíveis sediada em Manaus. Com isto foi rebatizada de Refinaria de Manaus (REAM), operando de forma privada desde 1º de dezembro de 2022. Na gasolina a REMAN cobrava preços 2% abaixo das outras refinarias da Petrobras, no ano anterior à sua privatização. Após a privatização a REAM vendeu gasolina em média 2,8% mais cara do que a Petrobras. Gráfico 6 – Preços da Gasolina A às distribuidoras da Petrobras e da REAM (01/12/2021 a 24/02/2023) Fonte: REAM; Petrobras No Diesel S-10, até a privatização a REMAN vendia este combustível com um preço 1,3% inferior ao do restante das refinarias da Petrobras. Desde que entrou em operação privada, a REAM passou a vender diesel 4,4% mais caro do que a Petrobras. Gráfico 7 – Preços do Diesel S-10 às distribuidoras da Petrobras e da REAM (01/12/2021 a 24/02/2023) Fonte: REAM; Petrobras Por fim, no caso do GLP a REMAN vendeu no último ano antes da privatização o GLP pelo mesmo preço que o restante das refinarias da Petrobras. Já a partir da privatização a REAM passou a vender o GLP muito mais caro do que a estatal. Em média o GLP passou a ser vendido 31,4% mais caro do que a Petrobras. Gráfico 8 – Preços do GLP 13kg às distribuidoras da Petrobras e da REAM (01/12/2021 a 24/02/2023) Fonte: REAM; Petrobras O efeito no caso do GLP da REAM foi o mais gritante de todos. A região

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Brasil

FNP entrega cartilha sobre transição energética ao novo presidente da Petrobrás

Preocupada com a exploração predatória de petróleo e gás e com a crise climática, a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), em reunião com Jean Paulo Prates, novo presidente da Petrobrás, entregou uma cartilha que representa uma importante contribuição para a compreensão dos impactos que a exploração predatória de petróleo e gás natural causa e a importância de se posicionar contra seu avanço. Infelizmente, durante o governo Bolsonaro, a gestão da empresa optou por não investir em energias renováveis, na contramão do cenário mundial. A visão bolsonarista limitou a estatal a atuar basicamente na área de óleo e gás, ao invés de diversificar o portfólio. Inclusive, tentou vender empresas importantes na área como a Petrobrás Biocombustível (PBio). Posicionamento que fez o governo brasileiro jogar fora a estratégia então assumida de diversificar a atuação na empresa, focar no biodiesel, menos poluente, e de fazer do Brasil exemplo de economia verde. De lá para cá, como se sabe, não nos tornamos exemplo para o mundo nem de economia, quem dirá de “verde”. Até nos tornamos exemplo, mas do que não deve ser feito. A cartilha parte da compreensão de que o setor energético tem um papel essencial, mas que a discussão deve ser ampliada para diversos setores da sociedade. Para tal, formou-se um grupo de trabalho dedicado a pensar a transição energética justa, seus princípios norteadores e os caminhos possíveis, que deu origem a cartilha: Transição Energética Justa do Petróleo”. Dentre os grupos que compuseram o estudo, estão: Instituto Internacional Arayara, que atua há 30 anos promovendo mudanças sociais por meio da educação ambiental e ativismo político na busca pelo uso mais eficiente das matrizes energéticas e do amplo direito à terra em todas as regiões do Brasil; Liga pela Universalização da Participação em Políticas Públicas Ambientais (LUPPA), uma iniciativa de estudantes da UFRJ, que desde 2019 produz conteúdos, divulga amplamente agenda ambiental, bem como o que está sendo posto em pauta, buscando fortalecer os espaços democráticos de decisão e facilitar a atuação da população; O Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, um órgão de integração destinado à pesquisa e discussão, de forma abrangente e interdisciplinar, das questões fundamentais da ciência e da cultura; e por fim, o Sindipetro-RJ, filiado à FNP. Nesse sentido, o plano de negócios da Petrobrás precisa ser revisto e incluir investimentos em fontes renováveis de energia e no aumento da capacidade de refino. A FNP defende que só uma gestão estatal da Petrobrás terá condições de seguir produzindo petróleo, pensando numa transição energética justa e preocupada com o meio ambiente. Conheça a cartilha!

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Em reunião com RH, FNP cobra que a empresa reveja todas as transferências

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) foi informada, em reunião virtual nesta sexta-feira (10) com o RH, de que estão suspensas as transferências forçadas, mas apenas a que seriam realizadas a partir do dia 26 de janeiro. Futuras revisões dependerão da revisão do portfólio de desinvestimento, sobre o qual nada ainda foi formalizado. A FNP cobrou que todas as transferências sejam revistas, um compromisso feito pelo presidente da companhia, Jean Paul Prates em reunião presencial com a Federação e seus sindicatos, no dia 27 de janeiro. “Vários trabalhadores estão com problemas financeiros ou doentes por causa das transferências realizadas. Esses, só aceitaram as mudanças para não ficarem desempregados”, destacou Rafael Prado, diretor da FNP e do Sindipetro-SJC, na reunião. Eduardo Henrique, Secretário Geral da FNP e diretor do Sindipetro RJ, destacou a pauta levada pela Federação, que inclui, além da suspensão das transferências: . revisão de todas as transferências; . Alagoas e Sergipe, por ser base de representação da Federação e profundamente impactada ela privatização, mereceu também uma especial atenção, inclusive a situação dos anistiados; . a situação do pessoal já transferido e o pleito destes trabalhadores, enquanto não conquistamos seu retorno, de mudanças no teletrabalho (ver carta anexa e documento entregue pela FNP) . um canal direto para tratar dos casos mais críticos de saúde e situações precárias. O RH se comprometeu em tramitar as demandas da FNP, dentro da perspectiva de novas diretrizes da gestão. Vamos continuar mobilizando e pressionando a nova gestão para efetivar o mais rápido possível a revisão destas transferências, que não podem depender do portifólio de desinvestimento, que tem que ir para a lata de lixo da história e não remediado! “Mais uma vez, o momento é de união de todos os petroleiros e entidades para que esses trabalhadores possam voltar para as sua casas, cidades e familiares”, sintetizou Sidney Melo, diretor da FNP e do Sindipetro-AL/SE. Proposta da empresa Com relação a Carmópólis, trabalhadores que tiveram as transferências formalizadas até o dia 26 de janeiro de 2023, ainda que não tenha havido a efetiva apresentação na unidade de destino, as realocações estão mantidas. Teletrabalho Ainda na reunião, a FNP cobrou o aprimoramento do regramento do teletrabalho, gerando condições mais favoráveis a toda força de trabalho, mas em especial para os transferidos e para os PCDs (ou que tenham dependentes PCDs). Foi reapresentada a pauta estabelecida coletivamente acerca do tema, que pleiteia incorporação do regramento no ACT, custeio mensal para compensar as despesas pessoais oriundas da atividade, que os dias presenciais sejam computados por mês e não por semana, que haja medidas para garantia de SMS (como preocupação com ergonomia e saúde mental dos trabalhadores) etc. Destacou-se  o pleito de possibilidade de teletrabalho integral para os petroleiros PCD (Pessoa com deficiência) ou com dependentes nessa condição, e a facilitação de que os impactados por transferências possam se apresentar em instalações mais próximas de suas residências para o presencial. Segundo o diretor Gustavo Marun “Esperamos que os tempos tenebrosos do passado, em que os pleitos da categoria eram ignorados, tenham ficado para trás. “É lamentável que um ofício sobre PCDs, enviado em abril de 2022, ainda não tenha sido respondido”, salientou Gustavo Marun, diretor da FNP e do Sindipetro-RJ. O pleito completo se e encontra no link.

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