Embraer

Os trabalhadores da Embraer aprovaram em assembleia, no dia 3 de setembro, a deflagração de greve contra as demissões anunciadas pela empresa. Com isso, a Embraer fica proibida de concluir os cortes dos 2.500 trabalhadores. A legislação brasileira proíbe a demissão de grevistas.

A assembleia foi convocada pelos sindicatos dos metalúrgicos e dos engenheiros de São José dos Campos e aconteceu em frente à matriz da empresa. Hoje, a Embraer anunciou a demissão direta de 900 trabalhadores. Esses cortes somam-se a outros 1.600 demitidos por meio de três PDVs (Programa de Demissão Voluntária).

Também foi aprovada pelos trabalhadores a proposta apresentada pelo Sindicato dos Metalúrgicos para que sejam equalizados os altos salários de executivos da empresa e que o teto na fábrica passe a ser de R$ 50 mil.

Logo após a assembleia, a Embraer chamou o Sindicato para uma reunião, que ainda está acontecendo e não tem horário previsto para terminar.

Supersalários

De acordo com documento oficial da Embraer, anexado ao processo  5004564-38.2020.4.03.6103 da 3ª. Vara Federal de São José dos Campos, há três salários superiores a R$ 1 milhão por mês na empresa. Um deles chega a R$ 2.170.666,62 e é descrito no documento como sendo de um conselheiro.

Há ainda o registro de 46 salários superiores a R$ 100 mil e 127 superiores a R$ 50 mil (dados de abril).

Cálculo realizado pelo Ilaese (Instituto Latino-Americano de Estudos Socioeconômicos) mostra que a massa salarial de 170 funcionários do alto escalão da Embraer pagaria os ordenados de 2.553 trabalhadores.

Os trabalhadores também reivindicam o cancelamento de todas as demissões e estabilidade no emprego.

“A decisão já foi tomada pelos trabalhadores e será apresentada à Embraer. A deflagração da greve é um grande passo na luta em defesa dos empregos”, afirma o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos Herbert Claros.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos

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