FNP participa do lançamento do Observatório das Doenças Infecciosas no Trabalho

Evento na Fiocruz reuniu especialistas, políticos e dirigentes sindicais que trataram da exposição da trabalhadora ao vírus da covid-19 e demais patologias de contágio biológico

 

Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho, a cada 15 segundos, um trabalhador morre no mundo.

No Brasil, entre 2007 e 2022, o Sistema Único de Saúde (SUS) atendeu quase 3 milhões de casos de doenças ocupacionais, sendo 52,9% relacionados a acidentes de trabalho graves, conforme levantamento do Ministério da Saúde.

A mesma pesquisa também apontou que 26,8% dessas notificações foram geradas a partir da exposição da classe trabalhadora a material biológico [CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS]

Durante a pandemia, esses dados chamaram atenção das pesquisadoras da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Liliane Teixeira, Rita Matos e Maria Juliana Moura Corrêa, que criaram a Rede de Informações e Comunicação sobre a Exposição de Trabalhadores e Trabalhadoras ao Sars-CoV-2 (Rede Trabalhadores & Covid-19), a fim de esclarecer as dúvidas das mais variadas categorias profissionais em meio à crise sanitária.

A Rede Trabalhadores & Covid-19 – financiada pelo Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul (MPT-RS) – é o embrião do Observatório das Doenças Infecciosas no Trabalho (ODIT), que foi lançado ontem (27/02), na sede da Fiocruz, em Manguinhos (Zona Norte do Rio de Janeiro).

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) marcou presença no evento, representada pelo diretor de aposentados Roberto Ribeiro.

Em suma, o Observatório é um ambiente virtual, de linguagem e acesso livre aos diferentes atores sociais, hospedado no Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana, da Escola Nacional de Saúde Pública (Cesteh/ENSP/Fiocruz), com o propósito de subsidiar as tomadas de decisões de gestores públicos e privados, e contribuir para ações integradas intersetoriais na área da saúde do trabalhador.

A mesa de lançamento foi composta pelo vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fundação Oswaldo Cruz,  Hermano Castro; o diretor da ENSP/Fiocruz, Marco Menezes; a coordenadora do Cesteh/ENSP e uma das responsáveis pelo Observatório, Rita Mattos; o diretor executivo nacional da Asfoc, Paulo Henrique Garrido; o pesquisador do Instituto Nacional de Infectologia (INI), Rodrigo Moreira, representando a diretora Valdiléa Veloso; a procuradora Luciene Rezende Vasconcellos (MPT-RJ), representando a procuradora Aline Brasil (MPT-RS); e o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, deputado federal em 2022, que destinou emenda parlamentar para a criação do ODIT.

 

A pandemia na categoria petroleira

Durante o debate, os palestrantes e o auditório manifestaram preocupação com a circulação do vírus Covid-19 ainda nos dias atuais, assim como com a chamada “covid longa” e as consequentes sequelas que atingiram profissionais de diversas áreas.

Os petroleiros presentes na atividade lembraram da importância do trabalho remoto (home office), modalidade adotada em larga escala durante a pandemia, que foi fundamental para ajudar na mitigação do contágio e segue como uma reivindicação da categoria a ser regulamentada pela Petrobras (inclusive pauta da campanha do último ACT).

Também foi lembrado do caso dos petroleiros que atuam no offshore e passavam por uma quarentena em um hotel antes do embarque nas plataformas em alto mar – operando com um número mínimo de trabalhadores – e, no retorno, após duas semanas de trabalho embarcados, novamente entravam em confinamento antes do retorno a suas casas.

“Isso mostra que ninguém estava preparado para essa doença, para a pandemia de covid-19”, relembra Roberto Ribeiro.

“O Observatório será um ótimo canal de denúncias para apoiar a classe trabalhadora no combate às maldades do capitalismo. Essa ferramenta será uma grande aliada importante nas lutas pela saúde dos trabalhadores”, completou o dirigente da FNP.

 

ASSISTA AO VÍDEO DE LANÇAMENTO DO ODIT

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