FNP saúda decisão do CADE que interrompe privatização de refinarias

Medida também inclui a Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), que é base da FNP

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) saúda com entusiasmo a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), aprovada ontem (22/05), que desobriga a Petrobras de vender mais cinco refinarias que estavam na lista de privatizações desde 2019.

[Saiba mais na matéria do Estadão Conteúdo/UOL]

No governo Bolsonaro, CADE e Petrobras firmaram acordo que alienava oito refinarias – das quais três já foram vendidas.

A decisão contra a política de desinvestimentos só foi possível após a atual gestão da Petrobras pedir a revisão dos termos anteriores, porque se encontravam em desacordo com seu atual Plano Estratégico.

A medida também tirou da lista a Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), que é base da FNP.

Essa é uma vitória significativa para a categoria petroleira e para todo o povo brasileiro, em defesa da soberania nacional sobre os nossos recursos energéticos.

Vale lembrar que, nos últimos anos, a FNP esteve na linha de frente das mobilizações contra as privatizações do Sistema Petrobras, organizando iniciativas como a Brigada em Brasília em Defesa da Petrobras contra a Privatização e a criação do Observatório Social da Petrobras, que forneceu informações precisas e transparentes à população.

Essas ações de resistência ao desmanche da estatal foram fundamentais para a conscientização da opinião pública e a subsequente derrota do governo Bolsonaro, que tentou desmantelar o patrimônio nacional.

A decisão do CADE é um alento que, momentaneamente, afasta a ameaça de novas privatizações.

No entanto, a FNP ressalta a importância de a categoria petroleira e a sociedade brasileira permanecerem vigilantes e organizadas.

É crucial que sigamos na luta reincorporação da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), da Refinaria de Manaus (REMAN), do Polo Potiguar (Refinaria Clara Camarão), assim como das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (Fafens), da BR Distribuidora, da Liquigás e de todos os outros ativos estratégicos que foram vendidos a preços irrisórios.

A manutenção das refinarias sob controle estatal é fundamental para garantir a soberania energética e a segurança de abastecimento do país.

A FNP reafirma seu compromisso com a defesa da Petrobras 100% estatal e estratégica para o desenvolvimento do Brasil.

Sigamos todos e todas firmes na defesa da Petrobras e dos interesses nacionais.

FNP, a luta é pra valer!

 

Rio de Janeiro, 23 de maio de 2024
Federação Nacional dos Petroleiros

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