Hibernação do Tecarmo afeta cerca de 1.500 trabalhadores e prejudica economia de Sergipe

Em Sergipe, a produção no mar teve início em 1968 com a operação de 25 plataformas, que foram sendo desativadas em meados de 2000, restando apenas 8 em atividade atualmente. Em 2007, a construção de uma plataforma com o primeiro sistema flutuante de produção, armazenamento e exportação trouxe inovação. Conhecida por “Piranema”, responsável pela produção de óleo leve em águas profundas, ela foi entregue com toda tecnologia investida e potencial operacional para iniciativa privada, ainda no governo do PT.

Para termos uma ideia, a plataforma de Piranema produz 400m3 de óleo/dia de petróleo. São injetados, em média, 840mil m3 de gás e são queimados, diariamente, uma média de 10 a 30 mil m3 de gás. Essa produção é levada para a unidade Tecarmo e vendida para a Petrobrás. Nos últimos dias, dos 50 trabalhadores da empresa Teekay que operam esta plataforma, 6 foram demitidos.

Em Sergipe, o mar é responsável por cerca de 90% da produção de gás, enquanto os campos terrestres são responsáveis pela maior produção de óleo. Nos tempos áureos, final da década de 90, chegou-se a produzir 3 milhões de m3/dia de gás. Após o tratamento, o petróleo do campo terrestre é enviado ao Tecarmo por oleoduto para a Transpetro. 

A produção do polo Atalaia recebe pela EPA o petróleo bruto das plataformas e separa óleo, gás e água. Após o procedimento, o óleo vai para 5 tanques da Transpetro e é enviado por navio para a Refinaria Landulfo Alves (Rlam), na Bahia. O gás vai para a estação de compressores e, em seguida, para UPGN, de onde sai para a venda. A água vai para a Estação de Santa Bárbara, em Carmópolis. Uma parte desse gás produzido na unidade é injetado novamente nos poços e a outra é queimada.

Após o plano de desinvestimento, a produção do Tecarmo conta somente com 1.500 trabalhadores, sendo a maioria terceirizados, além dos diversos empregos indiretos. Ao longo desses anos, temos feito enfrentado muitas lutas para impedir o desinvestimento que colocou em risco milhares de trabalhadores. Não permitiremos!

Estaremos em posição firme nesta luta para impedir esse desinvestimento e as demissões dos trabalhadores, especialmente, neste momento de pandemia do Covid-19. Exigimos a redução geral do preço dos combustíveis ao preço de custo para os serviços de saúde pública e do gás de cozinha para os trabalhadores e hospitais, além da garantia de quarentena imediata para todos os serviços não essenciais. Nestas e em todas as nossas lutas, seguiremos em defesa da Petrobrás 100% estatal sob o controle dos trabalhadores. Fora Bolsonaro, Mourão, Guedes e Castello Branco!

Fonte: Sindipetro-AL/SE

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