FNP condena veementemente a perseguição política e policial contra lideranças sindicais equatorianas e exige respeito às garantias democráticas
A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) vem a público manifestar seu mais profundo e contundente repúdio à arbitrária invasão da sede nacional da Confederação Equatoriana de Organizações Classistas Unitárias de Trabalhadores (CEDOCUT), em Quito, ocorrida sem qualquer mandado judicial.
Endossamos integralmente o comunicado da Federação Internacional dos Trabalhadores de Energia e Hidrocarbonetos da América Latina e do Caribe (Fitehlyc), denunciando o grave cenário de assédio institucional enfrentado por nossos irmãos equatorianos.
A entrada arbitrária de forças policiais em uma base sindical não é um fato isolado, mas uma afronta direta à liberdade de organização dos trabalhadores e trabalhadoras.
Um ataque à democracia e aos direitos humanos
A perseguição direcionada ao companheiro Edwin Bedoya, presidente da CEDOCUT, é inaceitável. Entendemos que este ato constitui uma violação da liberdade sindical.
O uso do aparato estatal para intimidar organizações de classe fere tratados internacionais.
Esse ato repressivo também configura um ataque às garantias democráticas, uma vez que ocorre sem o devido processo legal e mandados judiciais, Logo, o Estado equatoriano transgride os limites da legalidade.
Ademais, a tentativa de silenciar lideranças por meio do medo e criminalizar movimentos sociais são práticas autoritárias incompatíveis com a democracia.
Nossas exigências
A FNP e Fitehlyc reafirmam que a criminalização da atividade sindical não possui espaço em qualquer sociedade que se pretenda democrática.
Manifestamos total solidariedade à CEDOCUT e ao dirigente Edwin Bedoya.
Exigimos o cessar imediato de qualquer ato de intimidação e o respeito irrestrito à autonomia sindical no Equador.
Conclamamos as organizações internacionais a manterem vigilância constante sobre as violações de direitos humanos cometidas contra trabalhadores na região.
Não aceitaremos passivamente que o braço armado do Estado seja utilizado para sufocar a voz de quem produz a riqueza do país. Quando uma liderança é atacada, toda a classe trabalhadora é atingida.
Pela soberania dos povos e pela liberdade de organização e luta dos trabalhadores e trabalhadoras da América Latina e do Caribe
Rio de Janeiro, 10 de abril de 2026
Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)



