Live da FNP analisou a 3ª proposta da empresa

Mais uma vez, a direção da Petrobrás demonstrou intransigência e falta de disposição em negociar o ACT. Em reunião, altas horas da noite, nesta segunda-feira (24/8), a direção da empresa apresentou a terceira proposta, que está chamando de “última”.

A empresa, simplesmente, ignorou a pauta da FNP, que a categoria decidiu nas assembleias, em quase todas por unanimidade, que neste ano não deve haver outra pauta de Acordo Coletivo que não a prorrogação por mais um ano do ACT vigente.

Em resposta, ela apresentou uma proposta de ACT com grandes perdas. Por isso, a direção da FNP fez uma live na terça-feira (25/8) para esclarecer os aspectos da proposta. O indicativo da FNP é rejeição, sem dúvida.

Reveja a live

 

Abaixo, segue um resumo dos principais ataques:

Reajuste zero em 2020
Os petroleiros e petroleiras podem verificar a nova proposta aqui (link). O recuo da empresa em alguns ataques a nichos específicos da categoria, não muda aspectos gerais importantes. A proposta continua péssima. A direção continua nos oferecendo aumento zero. A diferença é que querem fazer um acordo de 2 anos, e somente em setembro de 2021 teríamos reajuste pelo INPC.

Teletrabalho
A gestão se negou a incluir cláusulas protetivas de teletrabalho. Constituir um GT não resolve a questão. Debater não é igual a negociar.

Desconstrução da AMS
A empresa insiste na mudança do custeio de 70×30 para 60×40 no primeiro ano e já querem que a categoria aceite 50×50 no segundo ano. O grande argumento é a adequação à resolução 23 da CGPAR. No entanto, essa resolução já teve seus efeitos suspensos por liminar da FNP que representa a maioria numérica da categoria. Deveriam respeitar a liminar e não impor a aplicação da resolução 23. Alem disso, o PDL 956 que tramita no congresso tambem questiona a mesma resolução. Isso aliado à passagem da gestão da AMS para uma associação de natureza privada é um projeto de desmonte violento no nosso plano de saúde, justamente quando o cenário mais exige cuidados médicos! Isso prejudicará aposentados e pensionistas que são grupo de risco e já estão sofrendo por conta do equacionamento. Isso é brutal. O ataque à AMS combina com a política genocida do governo atual. Não podemos deixar isso acontecer!

Acordo de 2 anos
Outro ponto que merece atenção é que esse acordo de 2 anos dificultaria as condições para greve nesse longo período, justamente quando pretendem avançar decisivamente nas privatizações, de olho grande nas refinarias.

Última proposta
No ano passado a empresa também disse que era última proposta em meados de agosto. Depois disso teve mais duas propostas e a mediação do TST. A empresa buscará sempre convencer que não há mais no que avançar. Mas numa negociação a categoria deve ter voz e ela também diz se acabou ou não. São as assembleias que dão a última palavra e não a hierarquia da empresa, que, não à toa, fará de tudo para influenciar o resultado destas assembleias.

Chamado à rejeição
Vamos juntos dizer NÃO a essa proposta, de Norte a Sul do país. É possível avançarmos contra essa perda salarial imposta pela empresa. As federações organizadas podem vencer essa luta.

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