MOÇÃO DE REPÚDIO À REPRESSÃO SINDICAL E À PRISÃO ARBITRÁRIA DE LÍDERES DA CONUSI, NO PANAMÁ

FNP e FITEHLYC denunciam a prisão arbitrária do secretário-Geral da Conusi, Marco Andrade, e exigem o fim imediato da perseguição política e antissindical promovida pelo governo panamenho de ultradireita

 

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e a Federação Internacional de Trabalhadores do Setor de Energia e Hidrocarbonetos da América Latina e Caribe (Fitehlyc) vêm a público manifestar o seu mais veemente repúdio e profunda indignação contra a escalada de repressão, perseguição e violência dirigida ao movimento sindical por parte do governo do Panamá, sob a liderança de José Raúl Mulino.

Denunciamos à comunidade internacional a prisão arbitrária do companheiro Marco Andrade, secretário-geral da Confederación Nacional de Unidad Sindical Independiente (Conusi), bem como as invasões e buscas ilegais realizadas nas residências de dirigentes sindicais, incluindo o próprio Marco Andrade e o companheiro Genaro López.

Essa ação truculenta é uma clara retaliação e um ato de revanchismo político do governo panamenho de ultradireita frente à participação de Marco Andrade na Organização Internacional do Trabalho (OIT), fórum no qual o Estado do Panamá figura na lista de violadores dos Direitos Humanos e das liberdades sindicais. 

Ao invés de acatar as recomendações da OIT e respeitar o direito de organização da classe trabalhadora, o atual governo panamenho opta por aprofundar o autoritarismo e a criminalização das lutas sociais.

Responsabilizamos o governo do Panamá por qualquer dano à vida e à integridade física do companheiro Marco Andrade e dos demais dirigentes perseguidos.

Exigimos:

  1. A libertação imediata do companheiro Marco Andrade;
  2. O fim das perseguições, dos mandados de busca arbitrários e de qualquer forma de assédio judicial ou policial contra os líderes da Conusi e demais organizações do movimento operário panamenho;
  3. O cumprimento rigoroso, por parte do governo panamenho, das convenções da OIT que garantem a liberdade de associação e a atuação sindical livre de coações.

Nossas organizações se solidarizam integralmente com a Conusi, com os familiares dos companheiros afetados e com toda a classe trabalhadora do Panamá. 

Não nos calaremos diante de abusos e atitudes que tentam calar a voz de quem defende os direitos trabalhistas.

Seguiremos denunciando internacionalmente essas arbitrariedades em todos os fóruns possíveis, unificando a luta de nossos sindicatos em defesa das liberdades democráticas e sindicais na América Latina e no mundo.

Lutar não é crime!

Liberdade para Marco Andrade!

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