FNP repudia práticas do Estado sionista, que, além de cometer genocídio contra povo palestino, também persegue opositores pelo mundo e promove ataques à liberdade de expressão
A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) vem a público expressar profundo repúdio aos relatórios produzidos pelo Ministério dos Assuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo (MDA) do governo de Israel, nos quais 16 ativistas, organizações políticas e coletivos brasileiros são listados como “riscos” e “agentes antissemitas” por sua militância em defesa da Palestina, contra o genocídio do seu povo.
Tais relatórios, elaborados com base em inteligência digital, monitoramento de redes sociais e fontes abertas cumprem papel intimidatório e político, não de segurança real – prática conhecida como doxing.
Ao classificar manifestações de solidariedade internacional como “potencial de violência” ou “antissemita”, o Estado de Israel busca criminalizar a crítica às suas ações e rotular como ofensores aqueles que denunciam o genocídio e se solidarizam com o povo palestino.
Na lista constam organizações e frentes como o Coletivo Palestina Livre – Baixada Santista (o qual participa o Sindipetro Litoral Paulista, filiado à FNP), a Frente Palestina-SP, o BDS Brasil, a Ação Antifascista São Paulo, o jornal Esquerda Diário, o Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT) e o centro de cultura palestina Al Janiah.
Também são citados ativistas como Soraya Misleh (PSTU, LIT-QI), Rawa Alsagheer (Rede Samidoun), Bruno Gilga, Diana Assunção, Letícia Parks (MRT), Leonardo Péricles e Vivian Mendes (UP).
Rejeitamos com firmeza a lógica que iguala antissionismo a antissemitismo, distinções fundamentais que esses relatórios intencionam obliterar para silenciar vozes críticas.
A criminalização política da solidariedade entre os povos é própria de regimes autoritários e não pode prosperar no âmbito das liberdades democráticas e do debate público.
Exigimos das autoridades brasileiras a investigação imediata dessa conduta do Estado de Israel, que afronta a soberania nacional e o direito constitucional à livre expressão e à mobilização e organização política.
Não aceitaremos nenhuma forma de intimidação externa que vise calar militantes e ativistas brasileiros!
A FNP reafirma seu compromisso com a luta anticolonial, de solidariedade aos povos oprimidos e com a liberdade de expressão. Estaremos lado a lado com cada organização e ativista citado, resistindo juntos contra qualquer tentativa de cerceamento, perseguição ou vigilância.



