Pandemia provoca escassez e alta do preço do gás de cozinha

A pandemia está provocando escassez do gás de cozinha e, consequente, alta nos preços em praticamente todas as regiões do país. Esta situação penaliza sobretudo as famílias mais pobres e reforça a necessidade do governo garantir gás subsidiado no período da crise.

Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), o botijão mais caro foi encontrado no Estado do Mato Grosso, comercializado a R$ 115. O preço disparou, mesmo com a queda internacional do barril de petróleo.

O governo reconheceu o problema de abastecimento e atribuiu ao aumento de 23% na demanda, causado pelo isolamento social, que leva as famílias a cozinharem mais em casa. A Petrobrás também admitiu que houve redução do processamento nas refinarias, devido à queda na demanda pelos demais combustíveis. Mas alega que a redução da produção de gás estaria sendo compensada pela importação.

Privatização

A alta nos preços também se deve, em parte, à venda da Liquigás, em novembro, que ocorreu como parte de venda de ativos e desmonte da empresa. “O preço do petróleo está em queda e o governo pode garantir gás subsidiado à população. Por isso, denunciamos a privatização da Petrobrás e lutamos para que a empresa seja colocada a serviço de suprir as necessidades do país neste momento de crise”, disse a diretora do Sindipetro-SJC, Silvia Carvalho. 

Fonte: Sindipetro-SJC

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