PETROS | Em busca de uma solução para os equacionamentos, petroleiros prometem acampar em frente ao Edisen

Em 3° Grande Ato Unificado em Defesa dos Participantes da Petros, trabalhadores da ativa e aposentados deliberaram por medidas mais incisivas para cobrar a Petrobras, caso o GT PPE não atenda aos interesses dos assistidos do fundo de pensão

 

Ontem (13/03), entre 11 horas e 15 horas, cerca de 800 petroleiros e petroleiras da ativa e aposentados se reuniram mais uma vez, em frente ao Edifício Senado (Edisen), para bradar o fim aos equacionamentos da Petros, que confiscam as aposentadorias e pensões dos trabalhadores que construíram a Petrobras.

O 3° GRANDE UNIFICADO ATO EM DEFESA DOS PARTICIPANTES DA PETROS deliberou ainda que a categoria vai montar um acampamento em frente ao Edisen, nos próximos atos, se o GT Petrobras, Petros e Entidades Petroleiras (GT PPE) não chegar a uma solução que atenda aos interesses dos assistidos do fundo de pensão.

O ato de ontem aconteceu em um momento estratégico, já que a Petrobras prometeu apresentar uma proposta via GT PPE ainda neste mês de março de 2024.

Além do fim dos Planos de Equacionamentos de Déficit (PEDs), a categoria reivindica maior participação na gestão da Petros, como o direito de poder eleger diretores, algo que ocorre em outros fundos privados de pensão e previdência.

“A Petrobras não quer fazer justiça com os trabalhadores e trabalhadoras que construíram essa empresa. A justiça é a Petrobras pagar o que deve. Essa conta não é nossa! A solução é colocar dinheiro novo no PPSP-1 [Plano Petros do Sistema Petrobras]”, destacou Adaedson Costa, secretário-geral da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

Adaedson reforçou ainda a convocação para mais gente da categoria petroleira se somar nas próximas manifestações, que serão decisivas para os rumos do movimento em defesa da Petros.

“Nós não vamos conseguir avançar, se você petroleiro, petroleira, da ativa, aposentado, impactado, não estiver aqui com a gente no ato. Decidimos que nos próximos atos nós viremos para acampar [em frente ao Edisen]. Você está convocado!”, complementou.

O também secretário-geral da FNP, Eduardo Henrique, destacou que o 3° ATO EM DEFESA DOS PARTICIPANTES DA PETROS mostra um verdadeiro exemplo de unidade para lutar, diferentemente do que aconteceu na campanha do último Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), quando não houve união para lutar pelos direitos dos aposentados.

“Nós não vamos aceitar qualquer repactuação, nós não vamos aceitar qualquer migração para o Plano CD [Contribuição Definida]. A Petrobras tem que pagar as suas dívidas!”, disse.

O 3° ATO EM DEFESA DOS PARTICIPANTES DA PETROS foi convocado e organizado pelo Fórum das Entidades em Defesa dos Participantes da Petros, que é composto pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Federação Única dos Petroleiros (FUP), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos, na Pesca e nos Portos (Conttmaf), Federação Nacional das Associações de Aposentados, Pensionistas e Anistiados do Sistema Petrobrás e Petros (Fenaspe) e Associação dos Mantenedores e Beneficiários da Petros (Ambep).

 

Sindipetro PA/AM/MA/AP realiza atividades em defesa da Petros

Além do ato nacional no Rio de Janeiro (RJ), também houve mobilização pelo Brasil.
Em Belém (PA), São Luís (MA) e Manaus (AM), beneficiários e assistidos da Petros debateram a situação do plano e as saídas para o futuro da Petros.

Nas capitais do Pará e do Maranhão foram realizadas atividades na sede da Ambep, envolvendo aposentados(as) e pensionistas. Já no Amazonas, houve ato em frente ao Ediman, sede da UN-AM.

Confira algumas fotos das manifestações:

 

 

 

 

 

Está gostando do conteúdo? Compartilhe!

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on whatsapp
WhatsApp