O ato deve ocorrer nas próximas semanas, possivelmente no início de junho, para cobrar agilidade da gestão Magda Chambriard junto ao TCU
O Fórum em Defesa dos Participantes e Assistidos da Petros — composto pela FNP, FUP, Conttmaf, Ambep e Fenaspe — convocou uma nova mobilização da categoria no Edifício Senado (Edisen), sede da Petrobras no Rio de Janeiro (RJ).
O ato, que terá data definida para as próximas semanas, possivelmente no início de junho, tem como objetivo pressionar a gestão da empresa a encontrar uma solução definitiva para extinguir os Planos de Equacionamentos de Déficits (PEDs) do fundo de pensão.
A convocação é uma resposta direta à reunião realizada nesta segunda-feira (18/05), no Edisen, entre os representantes do Fórum e os diretores da Petrobras Fernando Melgarejo (Financeiro) e Clarice Copetti (Corporativa).
A pauta central foi a cobrança à presidente da companhia, Magda Chambriard, pelo envio de uma carta solicitando a mediação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o caso.
Este trâmite é fundamental para destravar a proposta que elimina os atuais e futuros equacionamentos.
O impasse e a justificativa da empresa
Durante o encontro, os diretores alegaram que a presidência da Petrobras aguarda uma reunião com o recém-reformulado Conselho de Administração (CA) da empresa.
Segundo regras de governança, o relatório sobre as discussões precisa ser apresentado aos novos membros do CA antes que a carta de mediação seja despachada ao TCU. A estimativa da empresa é que o envio ocorra até meados de junho.
Para as entidades que representam os trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas da Petros, a justificativa é inaceitável.
O envio do documento estava previsto na carta-compromisso assinada pela empresa durante o fechamento do Acordo Coletivo e deveria ter ocorrido em fevereiro.
O Fórum alertou a diretoria que o atraso gera descredibilidade ao processo e profunda preocupação à categoria petroleira.
Próximos passos
Diante do prazo considerado longo e do atraso acumulado, os dirigentes sindicais informaram aos diretores que não vão recuar.
Além da mobilizaçãoda categoria no Edisen nas próximas semanas, o Fórum fará gestões próprias junto ao TCU para tentar dar celeridade ao processo.
As entidades reforçam que a presença massiva dos petroleiros e petroleiras, aposentados e pensionistas, no próximo ato será crucial para forçar o início da migração e a conclusão do acordo, colocando fim a um problema que há anos onera e penaliza os participantes e assistidos da Petros.
Com informações da FUP



