Carreata do Sindipetro-LP nas ruas de Santos alerta população sobre o risco da privatização da Petrobrás

O Sindipetro-LP saiu às ruas de Santos em uma carreata na manhã desta sexta-feira (6), partindo da sede do Sindicato, em direção aos prédios do administrativo da Petrobrás, na Conselheiro Nébias, parando no novo edifício, construído no Valongo, no edifício Pallazo, na Ana Costa e no prédio da Marcílio Dias. O protesto foi em favor da Petrobrás de volta às mãos dos trabalhadores, contra a corrupção e pela punição dos envolvidos nos esquemas denunciados pelo Lava Jato.

Durante todo o trajeto puxado pelo carro de som e seguido por outros veículos com faixas, o diretor do Sindipetro-LP, Ademir Parrela, falou para a população, sobre o risco que o país corre ao acreditar que a corrupção que envolve executivos de empreiteiras, políticos e ex-diretores da companhia, tenha a conivência dos mais de 400 mil trabalhadores, diretos e terceirizados da empresa.

As consequências da corrupção abriram brechas para que o governo, que deu carta branca para o atual presidente da Companhia, Aldemir Bendine e a diretoria executiva da empresa, empreendessem o projeto de privatização da Petrobrás, nomeado pela diretoria da Petrobrás como ?desenvestimento?, mas que não passa de venda dos bens do país para a iniciativa privada, sem que o povo opine ou sequer tome conhecimento dos fatos.

Em reunião no dia 26 de fevereiro, a diretoria executiva da empresa aprovou a revisão do plano de desinvestimento para o biênio 2015 e 2016. O valor total do plano é de US$ 13,7 bilhões, divididos entre as áreas de Exploração & Produção no Brasil e no exterior (30%), Abastecimento (30%) e Gás & Energia (40%). No entanto, ?o valor aprovado de US$ 13,7 bilhões é a nossa melhor estimativa. No entanto, ela é sensível a variáveis de mercado, tais como a cotação do barril de petróleo tipo Brent, taxa de câmbio, crescimento econômico brasileiro e mundial, dentre outras?.

Na atual conjuntura da Petrobrás, em breve abriremos os jornais onde as manchetes serão as vendas de refinarias e campos do pré-sal, anunciados como uma simples venda de carro usado.

Em 2013 o povo saiu às ruas para protestar contra a venda do Campo de Libra em leilão, realizado no hotel Windsor, no Rio de Janeiro, que entregou uma reserva com previsão de 12 bilhões de barris de petróleo por R$ 15 bilhões, isso quando o barril custava mais de R$ 100. Para garantir o leilão, a presidente Dilma Rousseff colocou a Força Nacional para impedir os protestos, que agiu com brutalidade, negando à população o direito de se manifestar.

As denúncias de Edward Snowden, ex-analista da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), que vazou documentos secretos que comprovam a espionagem do governo dos EUA sobre a Petrobrás, mostram o interesse do capital aos negócios da empresa.

O que se seguiu após os vazamentos dos documentos da agência americana, foram uma séria de medidas que reduziram o valor do barril do petróleo, desarticulando os governos ?socialmente propensos?, tais como a Rússia, Venezuela e o Brasil, que se beneficiavam da venda do petróleo, para financiar projetos sociais, que por sua vez mantinham governos no poder.

Prestes a alto suficiência energética, graças a exploração do gás e petróleo de xisto, os EUA continuam influenciando a economia nacional e guiando as ações de mercado para colocar as mãos na exploração do petróleo do Brasil.

Precisamos de união neste momento de crise da Petrobrás, pois mais do que o emprego dos trabalhadores petroleiros está em jogo o começo do fim de uma das maiores empresas brasileiras e a entrega da soberania do país.

O Sindipetro-LP e a FNP não vão ficar parados, esperando um comunicado oficial da empresa sobre a venda de ativos. Nos anos à frente do Banco do Brasil Bendine não recebeu nenhum sindicato dos bancários para conversar. Esperamos que com a categoria petroleira seja diferente. Cobramos uma reunião com o presidente da Petrobrás e esperamos ser atendidos o mais breve possível.

Os petroleiros estão sendo alertados pelas lideranças sindicais sobre as intenções da diretoria da empresa e esperam de volta o respeito que dedicam à ela, para uma conversa franca sobre os rumos da companhia.

Que o Lava Jato prenda e puna os corruptos que se beneficiaram com contratos fraudulentos com a empresa e que a Petrobrás volte a ser a grande geradora de empregos que sempre foi, alavancando a indústria no país e financiando os avanços tecnológicos e sociais que tanto precisamos no Brasil.
Fonte: Sindipetro-LP

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