No ano passado, por exemplo, apenas 95 travestis, transexuais e transgêneros inscreveram-se para o Enem, utilizando o nome social, de acordo com informações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). No entanto, dados do Transrevolução contabilizam 84 assassinatos desse mesmo contingente populacional no mesmo ano. “Onze é o número que separa uma realidade da outra. Podemos dizer que, praticamente, uma geração de Enem morre por ano.
A proposta do cursinho, sediado no Sindipetro-RJ e iniciado no dia 22/6, é mudar essa realidade e promover cidadania e respeito LGBTI”, disse a presidenta do Transrevolução, Indianara Alves Siqueira. A ideia surgiu quando Indianara decidiu se inscrever no Enem e contou com a ajuda do integrante do grupo “Tem Local”, Thiago Bassi. “Fizemos a inscrição da Indianara e pensamos: vamos ajudar outras trans e travestis. Então, ajudamos na inscrição delas e resolvemos criar um cursinho autogestionado. Todo local será local para todas as pessoas!”, enfatizou Thiago, que é ativista LGBTI.
O cursinho também conta com oficinas e exibição de filmes e a contribuição voluntária de professores. Inscrições podem ser feitas aqui: http://goo.gl/forms/