Confira o quadro nacional do 13º dia de greve

A resposta da categoria à enrolação da companhia, que não apresentou nada de concreto na negociação de ontem (9) com a FNP e cancelou a agendada para esta terça (10), segue sendo a mobilização. Já são treze dias de greve nas bases da FNP. Confira abaixo o quadro nacional nas bases da FNP e da FUP:

Pará/Amazonas/Maranhão/Amapá
A greve segue firme nas bases da Amazônia. No TA Belém (PA) e São Luís (MA) com adesão de 95% (administrativo, operação e manutenção). Realização de piquete de greve na Petrobrás Regional Norte (OU-AM), com ampla adesão ao movimento. Também houve piquete no aeroporto Eduardinho, local de embarque ao campo da Província Petrolífera do Urucu (AM), onde segue apenas com uma equipe de contingência.

Alagoas/Sergipe
Em Alagoas, as atividades no setor de produção continuam praticamente paradas. As equipes de contingência formadas por gerentes e supervisores ainda mantém os serviços essenciais funcionando. Hoje pela manhã dirigentes sindicais e trabalhadores em greve se concentraram na UPGN, em Pilar. Mais uma vez, a gerencia local chamou o sindicato para discutir efetivo mínimo. O Sindipetro AL-SE não se recusa a fazer essa discussão, mas a entidade quer ter autonomia suficiente na formação das equipes, já que na maioria das vezes o efetivo constituído pela empresa é despreparado para operar as unidades. A categoria e dirigentes sindicais também se reuniram na sede do Sindipetro AL/SE, em assembleia para discutir ações para intensificar a greve nacional petroleira. Uma das ações que foram definidas é participar de um ato público ?Fora Cunha? e a outra resolução é procurar movimentos sociais para pedir apoio e envolvimento com a luta dos petroleiros. No período da tarde foi feita panfletagem para os trabalhadores que ainda não aderiram à greve.

No Tecarmo, os trabalhadores seguem fortes na luta, com adesão de 80% do quadro próprio. No Pólo Atalaia (Tecarmo), a UPGN está parada. Isso impacta diretamente na produção de GLP, nosso conhecido gás de cozinha. Com a UPGN parada, além de prejudicar o abastecimento de GLP do estado de Sergipe e parte de Alagoas, fecham poços de produção e a produção de Uréia na Fafen-SE também é afetada.

No Campo Terrestre de Carmópolis, o comando de greve organizou um ato pelas ruas da cidade para dialogar com a população e exigir da prefeita e dos vereadores da cidade que quebrem o silêncio e se manifestem contra a política de privatização do governo Dilma. O corte de investimentos da Petrobrás afeta diretamente o município com impacto na produção de petróleo, na redução de contratos e em demissões. A greve continua com adesão de 80% do administrativo e 90% dos operadores, envolvendo todas as estações, exceto Coqueiro e Riachuelo. Três estações estão completamente paradas: Entre Rios, Nova Magalhães e Jericó.

Na FAFEN, Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe, os trabalhadores aderiram 100%, exceto por um contingente mínimo da empresa de fura greve. Como a adesão é grande, a Petrobrás foi obrigada a negociar um efetivo mínimo com o Sindicato, pois a empresa não tem controle sobre os trabalhadores para fazer sua própria contingência. Assim, o movimento grevista mantém todo o controle de entrada e saída da fábrica junto a uma comissão de negociação da empresa. Na Fafen-SE, a produção de sulfato de amônia da fábrica está suspensa e a produção de amônia foi reduzida e a venda está parada. Quanto a uréia, a gerência negociou com o sindicato manter uma cota de 80 caminhões ao dia, quando a fábrica produz normalmente o equivalente a 150 caminhões do produto. Na Sede, a mobilização continua com adesão superior a 90% do adm.

Nas plataformas em Aracaju, 100% da operação até o momento aderiu ao movimento. As plataformas que seguem com liberação de serviços são para manter segurança operacional. No campo de Camorim, de dez plataformas, apenas um poço está em operação. Em Guaricema, de seis plataformas, quatro poços continuam funcionando. No campo de Caioba, onde concentram quatro plataformas, não houve fechamento de poços e a produção continua normalmente. Cada plataforma tem em média de 3 a 4 poços produtores. Parte deles já estavam fechados antes da greve, sob alegação da empresa de problemas operacionais.

Um Supervisor da Op-Ar(mar), pressionado pelo gerente para realizar serviços que os operadores embarcados se negam, entregou a função e aderiu a greve. Isso é um grande feito já que supervisores dificilmente aderem aos movimentos grevistas.

Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro depois de realizar diversas reuniões setoriais, os trabalhadores do Centro de Pesquisa da Petrobrás, na Ilha do Fundão, aderiram à greve nacional na manhã desta terça (10). A adesão veio dos trabalhadores de turnos com o reforço de alguns funcionários do administrativo também.
Ainda teve um trancaço de 6h às 8h no Cenpes. Depois às 9h, os trabalhadores em assembleia deliberaram pela entrada em greve. A mobilização em frente à unidade permaneceu denunciando a falta de diálogo da direção da Petrobrás, que ficou evidente com o cancelamento da reunião com FNP que aconteceria nesta tarde de terça, mas foi cancelada pela empresa em cima da hora. Ainda não tem nova data marcada.

No TABG, a greve continua forte. Os trabalhadores seguem no controle e acompanhamento das atividades, conforme acordo com a gerência proposto pelo Sindipetro-RJ. No TBIG, em Angra dos Reis, a greve está forte com adesão de 80% no turno, quase 100% na manutenção e muito apoio no administrativo. O terminal está operando de forma irregular e insegura, com 2 grupos se revezando de 12 em 12 horas, utilizando pessoas em desvio de função e sem habilitação para desenvolver as atividades em curso. Em condições normais, o trabalho é desenvolvido por 5 grupos com escala de 8 horas. O sindicato ainda solicita uma reunião formal com os gerentes para negociar contingência de acordo com a lei de greve.

Os trabalhadores do Centro Nacional de Controle (CNCO)da Transpetro Sede suspenderam o movimento de paralisação, mas seguem em alerta e dependendo do resultado das reuniões de negociação podem retomar a qualquer momento a greve no CNCO. Nas termoelétricas Barbosa Lima Sobrinho e Baixada Fluminense, os petroleiros estão em estado de greve e podem paralisar o trabalho a qualquer momento.

A direção do Sindipetro-RJ recebeu algumas denúncias de que gerentes que estão colocando o código de falta, em vez do código de greve. A FNP e o Sindipetro-RJ irá cobrar da companhia na mesa de negociação desta terça que não haja descontos nem retaliação aos grevistas.

São José dos Campos
Na Revap, em São José dos Campos, houve corte de rendição do grupo das 23h, das 7h e parte do ADM se incorporou à greve.

Litoral Paulista
No Terminal da Alemoa, em Santos, a unidade continua nas mãos do grupo de contingência e com total adesão do Turno e ADM. As plataformas de Mexilhão e Merluza continuam sendo operadas pelo grupo de contingência e como hoje era dia de embarque, os trabalhadores que não embarcaram na semana passada foram até o Aeroporto de Itanhaém para conversar com os petroleiros que integram a contingência e com petroleiros terceirizados.

Os diretores deixaram clara a situação de insegurança dessas duas unidades, que vêm sendo operadas sem o efetivo necessário para suprir qualquer acidente. Além disso, foi falado também sobre o assédio moral por parte das gerências que vem colocando o nome de grevistas na lista de embarque. Isso sem falar nos sucessivos telefonemas para a casa dos grevistas.

A Refinaria de Cubatão (RPBC) segue com carga reduzida, operando somente com a unidade C (unidade de processamento de petróleo). A capacidade de processamento de petróleo da RPBC foi afetada em mais de 50%. Para se ter uma ideia, hoje a unidade está processando 12 mil metros cúbicos de petróleo por dia. Geralmente, o patamar é de 27 mil metros cúbicos por dia. As unidades URA, URC, Unidade V, Unidade N, UVC foram paradas diretamente por conta da greve deflagrada pela categoria há 13 dias. Ressaltamos à população que a greve da categoria não coloca em risco o abastecimento de combustível. Qualquer informação que insinue isso deve ser descartada, tratando-se apenas de boato. A adesão à greve é de 100% no turno e 90% no ADM da RPBC e da UTE Euzébio Rocha. No Terminal de Pilões, em Cubatão, o ADM segue com 90% de adesão e o grupo de turno com 80%.

No Tebar, em São Sebastião, os trabalhadores do turno e supervisão de turno continuam de braços cruzados e a adesão do ADM e manutenção é de 90% do efetivo. Os gerentes e diretores, que vieram de outras unidades para trabalhar na planta, estão tendo dificuldades e operando sem segurança. O terminal continua funcionando com apenas 20% da capacidade.

Na Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), em Caraguatatuba, a adesão é de 100% da operação, 100% dos técnicos de manutenção sobreaviso e 70% adm (manutenção e SMS). Os trabalhadores em greve continuam se revezando para manter a escala (12 horas) que fariam se estivessem trabalhando mesmo com o clima de tensão imposto pela empresa. A unidade está entregue ao grupo de contingência e já apresenta sinais de insegurança. Na semana passada houve um vazamento de LGN no vaso permutador da UAPO-3 e hoje chegou ao Sindipetro-LP a CAT de um terceirizado. O trabalhador teve uma fratura no polegar, mas não foi afastado de suas funções. Isso é fruto da irresponsabilidade da gerência, que não aceita negociar o efetivo mínimo com o Sindicato.

FUP
Na Bacia de Campos, deixaram de ser gerados 2 milhões de barris de petróleo desde o dia 1° de novembro. O prejuízo chega ao patamar de R$ 400 milhões de reais.
Na Bahia, metade da produção do estado está paralisada causando a queda de 25% da produção de óleo. Nos campos de produção terrestre, cerca de 2 mil m³ deixam de ser produzidos por dia. Na Pbio de Candeias houve corte total na produção de bioediesel, ácido graxo ou glicerina. O movimento grevista também paralisou as termelétricas na Bahia e causa impacto na geração de energia.
No Rio Grande do Norte, as 13 plataformas que aderiram à greve chegaram a reduzir em 50% a produção de óleo.
No Ceará, a greve afetou em 87% a produção de óleo e em 94% a de gás.
Na Reduc, houve uma queda de 30 mil barris de petróleo refinado por dia e a produção de coque sofreu uma redução de 80.
No Espírito Santo, a produção das plataformas P-58 e P-57 caiu pela metade, nos dois primeiros dias da greve.
Na Recap, metade da produção foi afetada.
Na Fafen-PR, a unidade continua parada e deixaram de ser produzidos 2 mil toneladas de uréia, 1.350 toneladas de amônia e 1.680 toneladas de ARLA32 (catalisador para caminhões a diesel) por dia.

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