Assembleias seguem aprovando greve que chega ao 20° dia nas bases da FNP

A maior greve de petroleiros desde a histórica greve de 1995, vinte anos atrás, completou nesta terça-feira (17) vinte dias de greve nas bases da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)! Apesar do indicativo de aceitação da proposta e fim da greve da FUP, as bases dos Sindipetros Norte Fluminense, Espírito Santo e Minas Gerais também seguem na luta. Com isso, oito bases petroleiras seguem lutando em defesa da Petrobrás e contra os ataques ao ACT, sobretudo o desconto dos dias parados, a brecha para as punições e as pegadinhas que ainda persistem na proposta apresentada pela empresa.

As assembleias nas bases da FNP seguem aprovando a continuidade da greve e nesta terça-feira (17) diversas unidades do Sistema Petrobrás continuam como nos últimos 20 dias, em greve! Confira abaixo quadro nacional da greve:

Litoral Paulista
Em uma assembleia com mais de 600 pessoas, na última segunda-feira (16), os petroleiros do Litoral Paulista votaram praticamente por unanimidade a continuidade da greve. Com isso, diversas bases amanheceram de braços cruzados nesta terça (17). Na RPBC e UTE-EZR, em Cubatão, a adesão à greve é de 100% no turno e 90% no ADM, com a garantia de piquetes diários na porta da refinaria. No Terminal de Pilões, também em Cubatão, o ADM segue com 90% de adesão e o grupo de turno com 80%.

As plataformas de Mexilhão e Merluza, na Bacia de Santos, continuam sendo operadas pelo grupo de contingência. Hoje de manhã (17), os petroleiros que trabalham embarcados e que aderiram à greve fortaleceram o movimento no Aeroporto de Itanhaém. No Terminal Alemoa, em Santos, a unidade continua nas mãos do grupo de contingência e com total adesão do Turno e ADM. Em São Sebastião, no Terminal Aquaviário Almirante Barroso (Tebar), a greve segue com adesão de 100% da operação e da supervisão, 90% da manutenção e 80% do ADM. Na UTGCA, em Caraguatatuba, o piquete dos trabalhadores em greve, na estrada da unidade, completa também 20 dias de resistência. Com força total, a adesão é de 100% da operação, 100% dos técnicos de manutenção sobreaviso e 70% adm (manutenção e SMS).

São José dos Campos
Na Revap, segue o piquete de greve na refinaria, após a aprovação da categoria pela continuidade da greve. A decisão foi tomada pelos petroleiros da Revap e da Transpetro de Taubaté em assembleia na segunda-feira (16). Com 147 votos a favor da greve, houve apenas 3 votos contra a greve e 4 abstenções. Nesta terça-feira, os trabalhadores voltaram a avaliar o movimento, assim como os próximos passos da greve. Lá, o sentimento também é de que a luta em defesa da Petrobrás, contra os retrocessos, não para enquanto a Companhia não retirar os ataques de nosso ACT, como o desconto dos dias parados, a brecha para as punições, a cláusula sobre demissão sem justa causa, etc.

Rio de Janeiro
No estado do Rio de Janeiro, a greve segue bem mobilizada nas bases operacionais. TABG e CENPES continuam em paralisação e com equipes de contingência negociadas com o Sindicato. No TEBIG, segue a greve com forte adesão em todos os setores. Nesta terça-feira (17), as assembleias que seriam realizadas foram suspensas até que o Sindicato realize análise jurídica da proposta, com os devidos esclarecimentos, além de servir para avaliar a reviravolta no quadro nacional frente à rebelião de algumas bases da FUP e para combater as manobras da companhia para boicotar o movimento. Assim como o Sindipetro-LP e Sindipetro-AL/SE, o Sindipetro-RJ defende a criação de um Comando Nacional de Greve que negocie as reivindicações da categoria com o Governo Federal.

Alagoas/Sergipe
Em Alagoas, a greve segue firme com unidades paradas ou parcialmente paradas, funcionando com as famigeradas equipes de contingência. Na manhã desta terça-feira (17), grupos de trabalhadores estiveram nas unidades para conscientizar mais petroleiros e petroleiras sobre o momento decisivo da paralisação. Todos foram conclamados a fortalecer o movimento na luta contra a retirada de direitos, a venda de ativos e não punição aos trabalhadores em greve. A mobilização em Alagoas foi mantida, em assembleia, por unanimidade: 64 votos a favor, nenhum contra, nenhuma abstenção. Em Sergipe, segue forte a greve na FAFEN, Carmópolis e Tecarmo.

PA/AM/MA/AP
A greve ganha mais um gás nesta terça-feira (17) nas bases da Amazônia, com a aprovação da continuidade da greve por unanimidade na assembleia da Transpetro Belém / Prédio Compartilhado. Em outras unidades ainda ocorrem assembleias nesta terça e quarta-feira para avaliar a última proposta apresentada pela companhia. No Porto Encontro das Águas (PEA) e Petrobrás Regional Norte (UO-AM), em Manaus, a greve também continua.

Bases da FUP
Justamente onde se concentra o grosso da exploração de petróleo da Petrobrás, a greve nas plataformas do Espírito Santo e Norte Fluminense também segue. Os relatos que chegam das bases em greve é de piquetes nos aeroportos com grande participação da categoria, impedindo o embarque de pelegos.

Em Minas Gerais, na REGAP, os petroleiros também seguem firme na greve. Além disso, mesmo nos sindicatos onde a greve foi suspensa e a proposta aceita, os Sindicatos ? diante da manutenção da greve em oito bases ? não assinarão o acordo com a empresa enquanto houver bases mobilizadas. A greve continua!

Assim que recebermos novas informações, atualizaremos o quadro      

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