Fórum de Efetivo promove diálogo e transparência

FNP destaca a segurança do trabalhador como o ponto a ser considerado como o mais importante no planejamento da empresa

Por Vanessa Ramos, jornalista da FNP

Na manhã desta quarta-feira(6), a direção da FNP participou do 1º Fórum de Efetivo, cujo objetivo era esclarecer como a Petrobrás trata os trabalhadores próprios, sem perder de vista as preocupações da Federação e dos sindicatos.

Durante o Fórum, o RH apresentou o estatuto da companhia, deu informações gerais sobre a ACT, falou sobre a NR 20, apresentou o Planejamento da Força de Trabalho (Plafort), esclareceu dúvidas e fez projeções de novas pautas para o próximo fórum, previsto para acontecer daqui a dois meses.

“Esse tipo de fórum é fundamental para que a gente possa reorganizar não só a empresa, mas, os trabalhadores, no sentido de garantir melhorias, principalmente, no aspecto da segurança”, observou Agnelson Camilo, Diretor Secretário de Administração e Finanças da FNP.

Para ele, a iniciativa viabiliza que algumas unidades evitem a prática de retrabalho e dupla função. A direção da FNP ressaltou a importância de ter um efetivo com total segurança na indústria de petróleo, já que é uma área cheia de riscos, segundo Camilo. “Não podemos trabalhar com paliativos ou com pessoas incapacitadas”, reforçou.

Nós últimos dez anos, de acordo com o RH, 38 mil pessoas foram admitidas pela empresa. Em geral, todo contratado leva, em média, 18 meses para ficar capacitado para a assumir função. Na prática, o aprovado passa no concurso público e, em seguida, vai para uma universidade da empresa a fim de se capacitar. Em outras palavras, nenhum profissional assume uma função sem ser treinado devidamente. Não é à toa que companhia foi considerada a 2º empresa dos sonhos dos jovens brasileiros, segundo Lairton Correa, Gerente da Área de Efetivos.

Críticas

De acordo com o Diretor Secretário de Administração e Finanças da FNP, a Petrobrás produzia 840 mil barris de petróleo, em 1987, e hoje produz mais 2 milhões de barris de petróleo por dia. Com base na evolução da produção da empresa, havia uma previsão de ter, em 2015, cerca de 180 trabalhadores. No entanto, todo o Sistema tem 78 mil trabalhadores. Isso significa que a companhia está funcionando aquém da capacidade necessária, o que pode refletir negativamente  na segurança do trabalhador.

Nesse sentido, a FNP espera que novos concursos sejam abertas para substituir, sobretudo, a mão-de-obra terceirizada. “Infelizmente, este tipo de profissional não tem o mínimo de treinamento e são usados acima do que é previsto, violando a própria lei da contratação do terceirizado e, consequentemente, causa a morte de pessoas no dia a dia. Além de prejuízos constantes com retrabalhos e várias outras situações”, explicou Camilo.

Reestruturação às escuras

O RH explicou que empresa está passando por uma reestruturação. Portanto, muitas definições ainda não foram feitas. É possível que haja remanejamento de função. Mas, não se tem clareza se vai haver reposição de efetivo. Segundo o RH, se algum setor ficar esvaziado, por conta do PIDV 2016, é provável que se faça reposição de mão-de-obra. Mas, a sensação que existe é de que ninguém sabe de fato o que vai acontecer. Tudo é possível.

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