Com proposta de reajuste zero, diretoria da Petrobrás dá continuidade ao plano de desmonte da empresa

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e os sindipetros filiados compareceram nesta sexta-feira (16/9) na Universidade Petrobrás/Edifício Cidade Nova (UP/Edicin), no Rio de Janeiro, para receber do RH da Petrobrás a contraproposta da empresa para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Como já era esperado pelas entidades sindicais, a proposta da empresa é extremamente rebaixada, com reajuste zero no salário básico e 4,97% na RMNR (com a inflação oficial chegando a 11,27%), entre outros retrocessos, e tem como pano de fundo tornar cada vez mais atrativa a venda de ativos.

Após o PIDV e, posteriormente, um ?Mobiliza? compulsório, anunciado na própria mesa de negociação, a diretoria da Petrobrás segue seu plano de aproveitar o momento político-econômico do País para por a conta nas costas dos trabalhadores. Por um lado, a empresa aumenta a despesa com a remuneração de sua alta administração e, por outro, quer reduzir o pagamento das horas extras dos trabalhadores, fazendo-os trabalhar exaustivamente a preço de banana, já que repor o efetivo com a contratação de mais petroleiros por concurso público também não está em seus planos.

Rejeitar a proposta e seguir na luta

Evidentemente, a direção da FNP está indicando a rejeição dessa proposta vergonhosa da Petrobrás nas assembleias que os sindipetros filiados realizarão na próxima semana. As assembleias também vão organizar a luta não apenas por um ACT digno mas também em defesa da Petrobrás e contra a venda do pré-sal e dos ativos. A FNP convoca toda a categoria, gerentes, coordenadores, supervisores, técnicos e grau superior, além dos aposentados e pensionistas, a se unir na luta contra todos os ataques aos direitos dos trabalhadores e à Petrobrás..

A defesa agora não é apenas por aumento de salário, é a defesa do emprego e, principalmente, do futuro do Brasil. Quem tinha dúvidas sobre os interesses da diretoria da Petrobrás em relação ao ACT e à condução da empresa agora não tem mais. O retrocesso e a privatização entraram de uma vez por todas na ordem do dia. Portanto, a responsabilidade é de todos nós. O futuro do País, para nossos filhos e netos, está em nossas mãos. Vamos à luta impedir que o maior patrimônio do Brasil seja vendido! Vamos juntos construir a luta por um Brasil melhor!

Muitas convicções, poucas provas

Assim como vem praticando o presidente Pedro Parente em suas reuniões com empregados, o RH da Petrobrás também optou por fazer uma apresentação em Power Point, sob a responsabilidade do Gerente Executivo da Controladoria, Mario Jorge da Silva, sobre a difícil situação financeira da empresa e a necessidade de frear os investimentos e vender ativos para superá-la. Na mesma linha do procurador do Ministério Público Federal e coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, a apresentação da Petrobrás é recheada de convicções e carente de provas.

A FNP e os sindipetros filiados sempre discordaram desse diagnóstico e afirmaram isso claramente em todas as reuniões, inclusive a com o próprio presidente da empresa, Pedro Parente. Não ignoramos nem menosprezamos a dívida da Petrobrás, mas entendemos que vender ativos em um período de crise econômica não é o caminho correto para solucionar este problema, já que a captação prevista é relativamente baixa. A FNP entende que a Petrobrás tem um papel estratégico no desenvolvimento socioeconômico do Brasil e precisa investir e crescer mais, com mão de obra primeirizada e cada vez mais qualificada e atuação em toda a cadeia produtiva da energia, ?do poço ao posto e ao poste?, como dizem com orgulho os petroleiros.

Propostas

Clique aqui para conferir a pauta reivindicatória da categoria aprovada no 10º Congresso da FNP e nas assembleias de base e entregue à Petrobrás no dia 26 de agosto. Para acessar a íntegra da contraproposta da empresa clique aqui.

Foto: Samuel Tosta
Fonte: FNP

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