Novamente gerência da UO-AM assume conduta antissindical na Amazônia

A Diretoria do Sindipetro PA/AM/MA/AP mais uma vez denuncia e repudia a conduta antissindical das gerências de RH e Geral da UO-AM, que impediram o embarque de um dirigente sindical para realizar Assembleia Geral dos petroleiros na Unidade Petrolífera de Urucu (AM), seguindo o calendário de assembleias que tem como principal ponto de pauta discutir a contraproposta ? indecorosa ? à pauta de reivindicações 2016-2017, repleta de ataques aos direitos dos petroleiros, apresentada à FNP e seus sindicatos, em reunião no último dia 16 de setembro.

A possível razão que motiva a tentativa de cerceamento da liberdade de organização sindical é o medo da resistência da categoria, que já tem demonstrado nas mobilizações recentes disposição de lutar até o fim contra qualquer retirada de direitos e contra a destruição do caráter público da companhia, mesmo que isso signifique ir à greve, unificando inclusive com outras categorias da classe trabalhadora em luta, contra a entrega de nossa soberania e recursos naturais às multinacionais do petróleo e aos gaviões do mercado financeiro, que tem como porta voz a grande mídia, a qual trabalha da maneira mais sórdida e leviana para desmoralizar a Petrobrás para justificar sua venda.

A força da mobilização dos petroleiros cresce a cada ataque e a possibilidade de acirramento da luta pela Campanha Reivindicatória 2016 não será freada por posturas ditatoriais e antidemocráticas de qualquer gerência vendida aos interesses internacionais.

A liberdade sindical é um direito garantido pela Constituição Federal, em seu art. 8º, que dispõe ser ?livre a associação profissional ou sindical?. Ou seja, no Brasil comumente leis e justiça não caminham juntas, já que os representantes do poder manobram a Constituição brasileira de acordo com os interesses privados. Por isso, a direção do Sindipetro PA/AM/MA/AP repudia a atitude da gerência da UO-AM e exige a imediata autorização do embarque à Unidade Petrolífera do Urucu, pois as assembleias gerais da categoria são o fórum máximo de deliberação dos petroleiros e impedir a participação dos representantes eleitos pela categoria de forma legítima de realizá-las é um ataque frontal à liberdade sindical.

Fonte: Sindipetro-PA/AM/MA/AP

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