Política de punições e perseguição na UO-BS tem apoio da gerência de RH

Eis a constatação: A avaliação de GD (Gerenciamento de Desempenho) da Petrobrás para a cúpula da UO-BS, com anuência do RH, não é utilizada conforme orientação Corporativa. De um lado, pune empregados com bom desempenho; de outro, recompensa gestores incompetentes e assediadores

A perseguição e punição a empregados comprometidos com seu trabalho, que cumprem a legislação e normas Petrobrás, é muitas vezes gritante. Basta ter uma postura independente da influência da gerência para ser considerado carta fora do baralho. Neste mês, a coordenadora de Contratos da UO-BS/ENGP/EDEA foi destituída na UO-BS sem motivos profissionais. Mesmo alcançando notas elevadas na sua avaliação de desempenho (GD), e por isso sendo recompensada pela empresa a investir em sua formação, com curso de pós-graduação em sua especialidade, a profissional foi notificada da destituição pelo seu gerente imediato verbalmente, salientando que a motivação teria sido pessoal, mas que não teria participado da decisão.

O assédio moral sobre ela, mesmo um cargo gerencial, pode ser comprovado na declaração não oficial do gerente para “que procure outra gerência para trabalhar”. Os dez anos dedicados à empresa, sendo sete deles dedicados ao cargo que ocupava atualmente, foram simplesmente jogados no lixo.

A coordenadora foi notificada oficialmente do fato somente durante as férias do seu gerente imediato, via ouvidoria. A gerente substituta mudou a versão anterior, afirmando que sua destituição teria por motivo profissional. No entanto, não apresentou qualquer comprovação documental. A destituição da profissional foi oficializada em 1 de fevereiro de 2017.

Apesar de toda a situação gravíssima em que se encontra a Petrobrás, alguns gerentes continuam praticando atos que não condizem com as normas e padrões éticos definidos pela companhia. Assediam e perseguem, numa atitude antiética e antiprofissional, instalando um clima organizacional de pressão e medo em tempos tão difíceis. Diferente desses gerentes, a empregada destituída do cargo de coordenadora é reconhecida pelos colegas da equipe como uma profissional qualificada, além de ser uma das poucas em cargo de confiança que se mantém sindicalizada.

UO-BS persegue Sindicato e trabalhadores
O caso reafirma a postura da gerência da UO-BS de perseguir trabalhadores com opiniões favoráveis à organização sindical. O sindicato tem cobrado em reuniões com o RH Corporativo punições à gerência da UO-BS, que em diversas ocasiões se mostrou arbitrária e intransigente.

Desde 2015, após a greve de 23 dias, trabalhadores estão sendo perseguidos em todo país veladamente (pois nunca os motivos alegados são claros) por participarem de atividades relacionadas aos sindipetros, ou simplesmente por seguirem ou terem opinião favorável ao que é deliberado em assembleias ou indicado pelos representantes sindicais.

Em um dos casos acompanhados pelo sindicato, uma engenheira da UO-BS foi relocada compulsoriamente do setor e da frente de trabalho ao qual se dedicava por simplesmente contrapor a opinião da gerência quanto à importância do movimento sindical. Novamente, nenhuma reclamação sobre sua conduta profissional, já que sempre foi elogiada por sua eficiência e liderança.

A punição de uma empregada sem qualquer queixa profissional, com avaliação positiva sobre seu desempenho, comprova que a politica de perseguição da Gerência da UO-BS conta com a conivência da Gerência de RH, justamente o setor que deveria intermediar a situação positivamente. Sem falar na irresponsabilidade da Ouvidoria, que descumprindo o sigilo obrigatório delegou à própria gerência envolvida a responsabilidade de avaliar a denúncia.

Outros casos “ventilados” e abafados de racismo e machismo, envolvendo em alguns casos assédio sexual, também foram relatados no decorrer de 2016. Impedimento de transferências em casos que constam no ACT como obrigatórios; desvio de funções com profissionais forçados a desempenhar serviços que não condizem com sua atividade; além da falta de compromisso nos acordos verbais de algumas gerências com seus subordinados, são casos infelizmente frequentes no Edifício Valongo.

Infelizmente, mesmo com o apoio e politica do Sindicato em combater o assédio moral e sexual praticado por gerentes e empregados a outros empregados, um setor inteiro na UO-BS sofre com constantes ameaças de punições e transferências arbitrárias, impondo às vítimas um clima de apreensão generalizado. Frases do tipo: “mulher não serve para ser engenheira”, “seu lugar é na cozinha”, “você não serve para trabalhar aqui”, estão virando uma perigosa rotina. O Sindicato já denunciou várias vezes à Gerência de RH da UO-BS esses crimes, mas até agora nenhuma medida efetiva foi tomada. Com isso, quem sai fortalecido é o agresso, não a vítima.

As consequências são desastrosas para a saúde dos empregados e resultados da equipe. Fatos como os relatados causam em alguns trabalhadores desejo de se isolar dos demais, depressão e a consequente decisão de pedir demissão da empresa. Qual é o real objetivo dessa gerência com atitudes tão improdutivas, mais condizentes com uma fogueira das vaidades por parte de uma gerência mimada e irresponsável? Essa conduta por parte dos gestores vai na contramão da tão difundida política da empresa, que chama todos os empregados a darem o máximo de si para salvarem a empresa.

Aos empregados, fazemos um apelo: denunciem, procurem o sindicato para que juntos possamos reverter essa situação. Cada vez que um companheiro de trabalho é perseguido ou assediado e não fazemos nada, nem testemunhando e nem o apoiando a denunciar, esse situação pode piorar e atingir todos.

Reúna as provas necessárias, denuncie junto ao sindicato, que fornecerá apoio político, jurídico e psicológico. Não se cale. Denuncie!

Fonte: Sindipetro-LP

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