Nova privatização: Temer anuncia a venda da Eletrobras

O Ministério das Minas e Energia, na última segunda-feira (21), anunciou privatização da Eletrobrás. O fato foi noticiado na grande mídia como a maior privatização do governo de Michel Temer, até o momento.

O controle da Eletrobras será passado para a iniciativa privada numa operação na qual o Planalto espera arrecadar até R$ 20 bilhões. A venda foi divulgada na noite de segunda (21), após o fechamento do mercado de ações.

Segundo Rafael Prado, diretor da FNP e do Sindipetro-SJC, “a venda da Eletrobrás, combinada com o desmonte da Petrobrás, significa abrir mão da soberania do país em setores estratégicos, num momento em que a conjuntura aponta para um acirramento da disputa por recursos”, disse.

No final das contas, de acordo com Prado, a população vai passar a pagar mais caro pela conta de luz e pela gasolina, por exemplo.

A privatização

De acordo com informações divulgadas à imprensa, a privatização da Eletrobras será muito semelhante ao processo pelo qual passou a Embraer, 1994, que era uma estatal federal e atualmente é uma próspera empresa da iniciativa privada, que poderia está dando lucro para o Brasil. Mas, por causa da privatização, enche o cofre privado

Em vez de leiloar o controle da Eletrobras, o governo fará uma emissão primária de ações, pois ajuda no cálculo que melhora as contas públicas. Os papéis serão ofertados para a iniciativa privada. O governo embolsará o dinheiro (cerca de R$ 20 bilhões) e terá sua participação reduzida de 63% para 47% do capital da empresa. Esse processo deve ser concluído em aproximadamente 200 dias.

Para Bruno Terribas, diretor do Sindipetro-PA/AM/MA/AP, a venda da Eletrobras pelo atual governo significa que mais um setor estratégico será entregue ao capital privado e concorda com Rafael Prado sobre as consequências da privatização ao afirmar que “o resultado, já sabemos: piora dos serviços e aumento do preço cobrado do serviço ao consumidor, o que afetará diretamente os mais pobres”.

Leia a transcrição da Correspondência do Ministério de Minas e Energia sobre a privatização da Eletrobras: clique aqui

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