Governo Temer anuncia mais um ataque ao país

Segundo informações divulgadas à imprensa, o governo deve anunciar nesta quarta-feira (23) uma carteira de 58 projetos que serão incorporados ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) para serem colocados à venda ou entregues ao setor privado.

Agora, a aposta é na destruição da Infraero, dos Correios, da Caixa e do Banco do Brasil. Também estão na lista o desmonte de 11 blocos de linhas de transmissão de energia, terminais portuários, rodovias, aeroportos, venda ou extinção de outras empresas públicas, como Casa da Moeda, Companhias Docas do Espírito Santo e do Maranhão, Casemg e CeasaMinas e o início de estudos para a concessão do Parque Olímpico do Rio.

O governo espera, com isso, investimento de pelo menos R$ 44 bilhões. Os detalhes serão divulgados hoje, depois da reunião do PPI.

Temer e seus ministros tentam justificar a medida com duas mentiras deslavadas. Esse dinheiro vai ajudar o país a se recuperar, dizem. No entanto, a verdade é que esse dinheiro não ajudará o país.

Será gasto com títulos da dívida pública, que consome quase 50% do orçamento, enquanto universidades fecham, pesquisadores ficam sem bolsas, aposentadorias ficam em xeque. Não à toa a Bovespa comemorou o anúncio, os investidores sabem que serão eles e não os trabalhadores brasileiros que lucrarão.

“Isso demonstra mais uma vez que temos que unificar as categorias em luta, estejam em suas datas bases, estejam sob ameaça ou processo de privatização ou ambas, como é o caso dos petroleiros”, disse Eduardo Henrique, diretor da FNP e do Sindipetro-RJ. 

“Nossa prioridade para o momento deve ser derrubar Temer e impedir a aplicação de seus planos agora, não apostar nossas fichas na eleição de 2018”, completou Henrique.

Em outras palavras, todas essas manobras de desmonte significam, claramente, mais um ataque ao país. No entanto, ainda é possível derrotar as privatizações e anular a reforma trabalhista, além de todos ataques aprovados pelo governo Temer, basta que retomemos o caminho da greve geral, já.

Fonte: O Globo e Esquerda Diária

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