A luta continua por um acordo coletivo digno

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) continua na luta por um Acordo Coletivo digno, que inclui rejeição da nova minuta da empresa, que ainda apresenta várias retiradas de direitos e garantias.

Diante de um cenário com retrocessos e cortes de direitos, a categoria petroleira precisa ter calma e seriedade nas tratativas do ACT.

As assembleias das bases da FNP, que terminam no dia 8 de janeiro, seguem o indicativo da Federação e rejeitam, por ampla maioria, a nova minuta da empresa, com o objetivo de garantir nenhum direito a menos.

A direção da empresa ainda empurra para a categoria algumas retiradas de direito como a Cláusula 108, que negativa os dias de retorno de férias.

Diante disso, a FNP, na última quinta-feira (4), enviou um ofício à Diretoria Executiva da Petrobrás, em que exigiu nova rodada de negociação para discutir os pontos que ainda trazem prejuízos para os trabalhadores.

Na próxima terça-feira (9), a FNP estará reunida para decidir os novos rumos da campanha do ACT. Apesar de algumas bases terem assinado o Acordo Coletivo, a luta continua!

Além disso, para reflexão, a FNP fez uma retrospectiva sobre os principais retrocessos e retiradas de direitos, principalmente no âmbito do petróleo no Brasil. Confira:

O ano de 2018 começa com saldo de retrocessos sociais e cortes de direitos capitaneados por Michel Temer (PMDB), que ostenta uma reprovação de 77% da população, segundo dados do Ibope, e seu aliado entreguista, Pedro Parente, atual presidente da Petrobrás.

A volta da retirada de direitos trabalhistas, Acordo Coletivo de Trabalho rebaixados e o desmonte do país, que inclui o congelamento de recursos para áreas como saúde e educação pelos próximos 20 anos, o corte de programas sociais de habitação, saneamento básico, ciência e tecnologia, além da entrega das reservas de petróleo para empresas estrangeiras, petroleiros também amargam a notícia de que a Petrobrás desembolsará cerca de R$ 10 bilhões para ressarcir investidores estrangeiros e encerrar uma ação judicial coletiva que tramita na corte de Nova York.

A direção da empresa alega que este desembolso é necessário para eliminar riscos de decisões desfavoráveis que impactariam na empresa. Mas o valor em questão é muito superior ao que a Lava Jato devolveu à Petrobrás, que margeia R$ 1,5 bilhão, como recursos desviados da companhia.

O interessante é que a Petrobrás, através de sua direção, se propõe a pagar este valor absurdo ao mesmo que tenta empurrar goela abaixo dos trabalhadores um ACT rebaixado.

Como se não bastasse, o governo Temer ainda aprovou uma Medida Provisória que estabelece isenção de impostos para petroleiras estrangeiras que pode chegar à R$ 1 trilhão em 30 anos. 

Além de executarem uma política de venda de ativos da Petrobrás, SEM LICITAÇÃO, comandada por Pedro Parente e sua turma, para atender aos interesses do mercado e do capital privado.

Assim, pode-se dizer que Temer e Parente vêm patrocinando medidas para aprofundar ainda mais as desigualdades sociais, enfraquecer o Brasil no cenário internacional e, sobretudo, aniquilar a Petrobrás.

 

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