A luta da FNP em defesa dos petroleiros

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) dá duro para barrar a retirada de direitos dos petroleiros e o desmonte da Petrobrás, maior empresa brasileira, responsável por 13% do PIB do país, além de ser uma das maiores petrolíferas do mundo.

Num tiroteio generalizado, em que a conjuntura política agravou a crise no país, Pedro Parente, atual presidente da Petrobrás (indicado por Michel Temer), vai implementando o receituário de desmonte da maior empresa brasileira e de destruição dos direitos dos trabalhadores da Petrobrás.

Vende ativos a preço de banana para o capital internacional e, assim, despreza e enxovalha a soberania nacional. 

Por isso, a luta precisa mirar na defesa dos direitos dos trabalhadores e da nação, em defesa da produção, do trabalho, do emprego e da renda; do fortalecimento do Estado nacional e, sobretudo, da soberania do país, em outras palavras, em defesa da Petrobrás.

Neste sentido, tem grande relevância a luta da FNP travada contra a direção da Petrobrás, durante o período de 2017, em defesa de um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) digno.

Nas mesas de negociações, a FNP não se limitou em reivindicar um ACT sem retiradas de direitos. Ela foi além e pautou diversos assuntos de interesse da categoria. Dentre eles, estão:

1 – O fechamento da UP-BA e UP-RJ em andamento.  A FNP Argumentou que tal medida ia contra a boa gestão do conhecimento;

2- A eliminação de honorário para pagamento dos professores da Petrobrás e das Subsidiárias. Mais uma medida contra a gestão do conhecimento;

3 – O desmantelamento da Engenharia Básica do CENPES e de outros setores do Centro de Pesquisa;

4- O fim da Engenharia Corporativa;

5. A descontinuidade de sistemas da engenharia, que podem ser extremamente úteis a todo o sistema Petrobrás;

6 – A relação desigual entre o número de gestores e os trabalhadores, numa relação de 1 gestor para 7 trabalhadores;

7 – A utilização do "Comperj" como instrumento de intimidação, para que o empregado não se movimente em busca da transferência;

8 – As tabelas de APTT, APT não estão sendo reajustadas anualmente;

9 – A relação de empregados que estão no limbo entre o “apto do INSS” e o “inapto da Petrobrás”;

10 – Os dados do Benefício Farmácia, AMS…;

11 – A transferência de tecnologia para a Shell e outras a custo zero;

12 – A antecipação de pagamentos a banqueiros;

13 – As parcerias com empresas estrangeira com nossos campos de petróleo;

14 – Buscar reduzir custos financeiros junto aos bancos;

15 – Buscar reduzir custos na cadeia de fornecedores de materiais, produtos e serviços;

16 – Endurecer na fiscalização dos contratos, também como medida de redução de custos;

17 – Investir em segurança é investir em manutenção preventiva e corretiva da calçada ao SPDA de uma unidade de Coque;

18 – Redução drástica no número de horas de treinamento dos trabalhadores;

19 – Protesto ao estudo de instituto privado que recomenda que mais atribuições sejam incorporadas a cada cargo dos empregados, promovendo sobrecarga e aumento do risco das atividades e processos que administram, teremos mais acidentes, mais doença ocupacional…

Apesar disso, a maioria das cobranças ficou sem resposta. A FNP seguirá 2018 cobrando as respostas. 

Mais do que isso, é necessária união, união de forças em busca da retomada do desenvolvimento e defesa da indústria nacional. Defender a Petrobrás é defender o Brasil. A luta continua!
 

Está gostando do conteúdo? Compartilhe!

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on whatsapp
WhatsApp