Perguntas e respostas importantes sobre a PLR

Com 60% dos votos, a base do Sindipetro-RJ decidiu por rejeitar a proposta da Petrobrás  e retomar a negociação com a empresa. A atual proposta não está de acordo com que foi assinado, pois a mesma diminui os valores acordados com os trabalhadores, utilizando critérios que beneficiam gerentes. Por isso, o sindicato responde perguntas fundamentais sobre a questão:

Afinal, por que ser contra a atual proposta de PLR?

A empresa não está cumprindo o acordado. O acordo de PLR dizia que temos direito a metade da remuneração mais a PLR do ano anterior divididos por dois. Como a PLR do ano anterior foi zero, então fica apenas metade da remuneração. O acordo não restringe nem explicita o que é a remuneração, então, inclui todas as parcelas remuneratórias. Em pesquisas de ambiência, por exemplo, a empresa considera todas as parcelas. Na pesquisa aberta da Transpetro, feita neste ano, o conceito de remuneração é mais amplo do que o oferecido para o “peão” (RMNR + ATS).

Quais são as parcelas remuneratórias não incluídas no que a empresa oferece?

Auxílio almoço, hora extra quando habitual e alguns adicionais já incorporados ao salário.

Há teto entre o menor e o maior valor?

No caso de Pagamento de Resultados não há teto. Isso é outra distorção. Se fosse PLR, tem teto de 2,5 entre o maior e o menor. Já com a PR não tem, segundo a empresa. Então, qual é a vantagem da alta administração em receber divisão de lucros, ao invés de PR (resultados)? Não sabemos e isso nos preocupa. Ainda mais com a nova lei que dividendos podem ser distribuídos de três em três meses. Podemos chegar ao fim do ano e após distribuir por três trimestres dividendos, ter mais um suposto prejuízo.

A crítica é também à desigualdade

Exato. As pessoas com cargos de confiança/ função gratificada estão com o dinheiro garantido a partir do momento em que a empresa considera a função gratificada na remuneração, logo, a PR será gorda pra gerentes e a menor possível para o “peão” a partir de um conceito inventado pela empresa.

Fonte: Sindipetro-RJ

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