Indicado de Bolsonaro é reprovado pela Petrobrás

No dia 11 de janeiro, a FNP publicou que Carlos Victor Guerra Nagem, conhecido como Capitão Victor, “amigo particular” de Jair Bolsonaro, segundo o próprio presidente, havia sido indicado para comandar o setor de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobrás (releia aqui).

Agora a estatal informa que ele foi reprovado na avaliação interna e não vai assumir o cargo: “Apesar de sua sólida formação acadêmica e atuação na área, seu nome não foi aprovado porque ele não possui a experiência requerida em posição gerencial que é necessária à função.”

Na época da indicação, Castello Branco negou motivação política e disse que o escolhido tinha currículo adequado. Nagem foi indicado por Bolsonaro, que se manifestou no Twitter.

"A era do indicado sem capacitação técnica acabou, mesmo que muitos não gostem. Estamos no caminho certo!", escreveu o presidente em um primeiro momento.

No entanto, a FNP alertou que a empresa vinha implantando procedimentos de promoção interna (Plano de Cargos e Remuneração – PCR) que, segundo os critérios da petroleira, exigia para a vaga pelo menos 10 anos de experiência gerencial na área em empresa de grande porte nacional ou internacional, o que não seria o caso de Nagem.

A indicação de Bolsonaro também foi uma demonstração clara de que o governo interferiu na indicação da empresa e passou por cima de todos os procedimentos internos de promoção para promover um amigo pessoal.

A gerência para a qual foi indicado é responsável por toda a segurança própria e contratada da Petrobrás, respondendo por centenas de contratos em todo o País.

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