Só a luta da categoria pode garantir nossos empregos

Negar, desistir, voltar atrás, mudar de ideia. Esses parecem ser os verbos que vão acompanhar o governo do então presidente Jair Bolsonaro. A mais recente negação veio de Castello Branco, indicado pelo governo para assumir a presidência da Petrobrás, que em vídeo NEGOU ter planos para demitir funcionários. Ao contrário do que tinha dito Cláudio Costa, novo gerente executivo de Gestão de Pessoas da Petrobrás (ex-Recursos Humanos), em áudios vazados nas redes sociais na última segunda-feira (25).

Em reunião exigida pelos dirigentes da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), na tarde de quarta-feira (28), o gerente alinhou o seu discurso com o de Castello Branco e afirmou que o Plano de Negócio da empresa passa, sim, por desinvestimentos e vendas de ativos. 

Ele ainda deixou claro que o plano visa investir em offshore e deixar as outras áreas de lado, o que, consequentemente, fará a força de trabalho diminuir. 

Dentre os desinvestimentos estão o fechamento de escritórios em outros países e a desativação da sede da Avenida Paulista, Edisp, onde trabalham 700 pessoas. Costa afirma que faz parte de uma estratégia de redução de custos e que certamente terá impacto na vida das pessoas. 

O novo gerente ainda disse que estudam a abertura do Programa de Incentivo Voluntário (PIDV) e citou, categoricamente, o distrato, nova modalidade de extinção do contrato de trabalho inserido pela reforma trabalhista. Mudam as ferramentas, mas o objetivo segue mesmo: enxugar o quadro de funcionários. 

 Seja por acordo, seja por PIDV, a intenção de reduzir a força de trabalho e diminuir a empresa ficou explícita. Em outras palavras, a Petrobrás integrada, que lucra bilhões, não irá mais existir. Eles irão focar na estratégia equivocada de tirar petróleo do pré-sal cada vez mais e mais rápido, repetindo o fracasso da Vale privatizada, que enriqueceu os acionistas com a alta do preço do minério mas deixou um legado de destruição e mortes.

Apesar disso, é possível virar o jogo! A categoria precisa ficar atenta às mobilizações para preparar a GREVE NACIONAL. O momento é de união de todos os petroleiros para fazer o enfrentamento. 

Nesse contexto, a Federação Nacional lança nacionalmente Campanha de Sindicalização para fortalecer os sindicatos contra as práticas anti-sindicais.

O futuro da Petrobrás depende do fortalecimento da categoria e da disposição em lutar. Vamos virar esse jogo, por uma Petrobrás 100% estatal, garantir os direitos e os empregos dos petroleiros e petroleiras!

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