Reunião: Diretoria Executiva da FNP alinha luta petroleira

Nesta sexta-feira (30), a Diretoria Executiva da FNP reuniu-se na sede do Sindipetro-RJ, logo após a reunião unilateral no TST sobre pedido de mediação feito pela Petrobrás, tendo em vista, a própria empresa na malfadada e desonesta imposição aos cargos de confiança gordas gratificações, no Programa de Remuneração Variável dos Empregados (PRVE) e, sem livre arbítrio, para votar no Acordo Coletivo rebaixado, com retirada de direitos de vários trabalhadores, falhou! O tiro saiu pela culatra!

Além de perder feio, passou vergonha com gerente executivo de RH – que não será impactado com a perda dos direitos do ACT-, tentar votar para dar uma “forcinha” e economizar para migrar essa economia para a alta gestão.

Na continuidade da mentira junto ao TST, a empresa se viu num beco sem saída. Ela informou que não prorrogará o Acordo Coletivo e que é a última proposta, porém, no próprio pedido de mediação, um dos pressupostos do TST, é justamente ter prorrogação do Acordo Coletivo para que ninguém negociei com a faca no pescoço. Então, qual é a verdadeira intenção da empresa?

A verdadeira intenção é privatizar! Mas, para isso, ela precisa reduzir custos operacionais para tornar agradável, palatável e apreciável a venda dos seus ativos, com mão de obra e tudo. Por isso, o desespero!

Neste ponto, a categoria petroleira, de Norte à Sul do país, está de parabéns: não baixou a cabeça e mostrou que entrou pela porta da frente. Não pelos fundos, como o gerente executivo de RH. Agora, sigamos em frente!

Greve aprovada se houver rebaixamento de direitos na maioria das bases, continuamos na busca da manutenção daquilo que é mais importante para a categoria: MANUTENÇÃO DO EMPREGO E UM ACT DIGNO.

Conforme foi falado na assembleia do dia 20, no Litoral Paulista por uma engenheira: “O APEGO AO CARGO NÃO PODE SER MAIOR DO QUE A IMPORTÂNCIA DA PETROBRÁS PARA O BRASIL”. Fica a dica para todos os petroleiros de cargo de confiança do sistema Petrobrás.

Leia: Direção da Petrobrás divulga informações falsas e chama TST para mediar ACT

Ainda durante a reunião, diretores passaram informações sobre a semana de “enfrentamento” em Brasília, em que participaram de reunião unilateral no Tribunal Superior do Trabalho (TST), para mediação do Acordo Coletivo de Trabalho, em que a Petrobrás não aceitou a proposta da FNP e da FUP.

Leia matéria: TST propõe prorrogação do ACT e continuidade da mediação

No sábado (30), a FNP e a FUP realizam no Rio de Janeiro o Seminário Nacional de Greve para traçar uma estratégia para a greve, dada a recusa da gestão Castello Branco/Bolsonaro em negociar um acordo justo com os/as petroleiros/as e chamar o Tribunal Superior do Trabalho (TST) para mediar o ACT.

Vale lembrar que durante as assembleias, a empresa abusou na prática de assédio, com ameaças de retirada de funções gratificadas e cargos de confiança. Mas, não adiantou! A categoria petroleira deu o seu recado e disse “NÃO” nas assembleias.  

Agora, o momento pede maior enfrentamento e organização na luta para defender os nossos direitos e a Petrobrás da lógica predatória do governo Bolsonaro. Coragem!

“Chega de destruir o Brasil, a Petrobrás é do povo”
Para mostrar que queremos um Brasil forte, uma Petrobrás a serviço do povo brasileiro, a FNP lançou nesta quarta-feira (28), a campanha PETROBRÁS TEM QUE SER DO POVO para impulsionar a luta contra a privatização e o desmonte.

Nos próximos meses, uma série de matérias serão produzidos sobre a soberania nacional e em defesa das estatais. Conheça o nosso trabalho e assine a petição!

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