Truculência marca “megaleilão” do petróleo, no Rio de Janeiro

A confusão começou assim que um grupo pequeno de petroleiros, entre eles representantes da FNP, chegaram no holl do Grand Hyatt Hotel, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, antes mesmo do “megaleilão” iniciar, previsto para as 9 horas.

Os petroleiros foram abordados por pessoas com crachás da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e impedidos de permanecerem no holl do hotel, sob a justificativa de não estarem devidamente credenciados.

“A gente está aqui só para dialogar com as pessoas, com a imprensa e mostrar um outro ponto de vista sobre o leilão e aí, um sujeito sem identificação, estrangeiro por sinal, alega que aqui é a casa dele e exige a nossa saída do local. Então, o Brasil virou a casa dos gringos?”, critica Gustavo Marun, diretor da FNP e do Sindipetro-RJ no momento da truculência.

O estrangeiro

Um representante da ANP, se dizendo policial militar inclusive, chegou a ameaçar de prisão o aposentado Silvio Sinedino, que tentava se credenciar.

O leilão iniciou às 10 horas e pretende arrecadar cerca de R$ 106 bi no leilão de quatro áreas do Pré-sal localizadas na Bacia de Santos. Em outras palavras, segundo especialistas, “é a entrega de excedente muito valioso, sendo vendido a preço de banana”.

Estima-se que os quatro blocos – Búzios, Itapu, Sépia e Atapu – detenham de 6 bilhões a 15 bilhões de barris de petróleo recuperável, de acordo com um estudo da consultoria Gaffney, Cline & Associates, com sede em Houston, encomendado pela ANP.

Búzios já é o segundo maior campo em atividade do Brasil, com produção de cerca de 425.000 barris por dia – em tempos em que a produção venezuelana ronda os 700.000 barris por dia. O campo possui quatro plataformas ligadas a uma dúzia de poços em produção, com perspectiva de entrada de mais poços e expansão da produção atual.

Ambientalistas e ONGs também se manifestaram em defesa do meio ambiente e contra o leilão desta quarta-feira (6), na frente do hotel.

Quem perde com o leilão?

A produção dos excedentes pela Petrobrás em regime de partilha de produção iria gerar pelo menos R$642,3 bilhões para as áreas de saúde (25%) e educação (75%), sendo R$ c318,2 bilhões a partir dos royalties e R$ 324,1 bilhões a partir do excedente em óleo ofertado à União (a Petrobrás ofertou à União um pouco mais da metade do excedente em cada campo).

Leia também: COM LEILÃO DAS ÁREAS MAIS RICAS DO PRÉ-SAL, PAÍS ENTREGA SOBERANIA POR MIGALHAS

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