Petrobras admite que governo não controla mais os preços dos combustíveis

A regra que vinha sendo seguida pela Petrobras, mantendo o preço dos combustíveis e só fazendo reajustes a cada 15 dias, independente da variação do mercado internacional, acabou.

A empresa decidiu adotar oficialmente uma política de preços para o diesel e gasolina alinhada com o mercado internacional, que varia conforme a variação do dólar.

Em outras palavras, isso significa que os aumentos de preço agora poderão ocorrer a qualquer momento, conforme a necessidade.

Fato que já vinha sendo observado pela população, que tem assistido a consecutivos aumentos de preço nas bombas, num curto espaço de tempo.

A informação oficial foi dada pela diretora financeira da Petrobras, Andrea Almeida, durante entrevista à imprensa, em Londres, na última sexta-feira (6), após reunião com investidores.

Aos repórteres ela explicou que a Petrobras mantinha os chamados contratos de hedge para se proteger da volatilidade dos preços do barril. Mas foram suspensos porque, desde junho, os reajustes de preços estão ocorrendo conforme a necessidade.

Travar o preço dos combustíveis por, pelo menos, 15 dias foi uma das medidas adotadas pela empresa para atender a uma demanda dos caminhoneiros e colocar fim a uma greve que parou o país, em maio do ano passado.

Como resultado dessa mudança na política de preços, os caminhoneiros já estão falando em uma possível nova paralisação para os próximos dias.

“Essa decisão é absurda porque a Petrobrás foi criada justamente para proteger o país do mercado global de petróleo. Temos todas as condições para que a realidade do preço do derivado de petróleo no Brasil fosse diferente. Afinal, aqui temos a Petrobrás, uma empresa forte e estatal, que detém várias refinarias, dutos e tecnologia nacional suficiente para suprir o mercado interno. A população não pode aceitar isso!”, avaliou o presidente do Sindipetro-SJC, Rafael Prado.

Fonte: Sindipetro-SJC

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