PLR: proposta é rejeitada em todo o país

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) comunicou à Petrobrás, na tarde do dia 30 de dezembro, o resultado das assembleias em suas bases e  solicitou reunião o quanto antes. A proposta foi amplamente rejeitada nas bases da Federação. Até o momento, a empresa não  se posicionou.

Confira o resultados das assembleias nas bases da FNP:

Alagoas/Sergipe: Foram 184 contra, 18 a favor e 4 abstenções.

Litoral Paulista: Foram 207 votos contra a proposta da Petrobrás, 60 a favor e 7 abstenções.

Pará/Amazônia/Maranhão/Amapá: Foram 184 contra, 18 a favor e 4 abstenções.

Rio de Janeiro: Foram 374 votos contra a proposta da empresa, 170 a favor e 15 abstenções. 

São josé dos Campos: Foram 237 votos contrários a proposta da empresa e 12 favoráveis.

Conheça a CONTRAPROPOSTA DA FNP aprovada por ampla maioria:

A FNP elaborou uma contraproposta que incorpora aspectos do modelo vigente até março/2019, das exigências da negociação realizada ao final de 2018 e das atuais de dez/2019. Além disso, apresenta os seguintes pontos:

1) Conceito de remuneração (sem função gratificada);

2) Gatilho 5 vezes maior, saindo de 10 Bilhões do lucro líquido, para igual ou maior a 50 Bilhões, mas sobre o resultado da soma de impostos, royalties, participações e contribuições, e não em relação ao Lucro líquido (LL). O que também expressaria a magnitude de criação de valor, de riqueza, que a Petrobrás adiciona anualmente à economia do país;

3) Relação piso-teto entre o menor e maior valor pago a título de PLR, com sua redução de 2,5 vezes para 2 vezes, reforçando e reconhecendo o esforço e resultado coletivo, o efeito sinérgico da gestão empresarial. O que restringiria a aplicação dos modelos de remuneração variável instituídos amplamente nas grandes multinacionais e bancos que impulsionaram, gestaram, a profunda crise de 2008 com reflexos até aqui, além de uma enormidade de fraudes empresariais que lesaram a sociedade profundamente (ENRON, VALE, ACIDENTE REFINARIA TOTAL  e etc.);

4) Pagamento por resultados (1 remuneração + 0,5 PLR anterior ou 2 remunerações se não houver PLR), se a Petrobrás entregar ao país 100 Bilhões no somatório de impostos, royalties, participações e contribuições. Demonstrando que a contribuição da Petrobrás para a sociedade brasileira, a partir do trabalho dos petroleiros, não de resume ao seu lucro;

5) Expurgos/variações exógenas. O que impidiria o absurdo que já se viveu na empresa, quando a PLR não foi paga, seja quando se alterou sua política de utilização da capacidade das refinarias, ou seus dirigentes se corromperam e integraram cartéis ou o câmbio sofreu uma variação inesperada diante de uma crise. E a culpa ficou na conta dos trabalhadores, apesar desses terem aumentado seus esforços e alcançado ótimos resultados para reverter cada estrago;

6) Redutor de PLR restrita às punições relativas à corrupção, nepotismo ou assédio sexual/moral, e estabelecida por colegiado (Comitê Disciplinar). Excluindo a questão do ‘conflito de interesse’ devido a falta de estrita definição do que seria, e pela prática da empresa de tipificar, assim, até profissionais da carreira gerencial que opinem em assembleia de trabalhadores contra uma proposta de ACT da direção, ou no caso de consultores, que também exercem atividade sindical. Fato que abriria a possibilidade de punições arbitrárias, perseguições políticas.

 

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