O que está por trás do ataque ao Irã?

Em meio ao aumento das sanções norte-americanas, em novembro de 2019, o presidente do Irã, Hassan Rohani, anunciou a descoberta de um novo campo de petróleo localizado na província de Khuzestan, centro da indústria petrolífera iraniana.

Com mais de 50 bilhões de barris de óleo bruto, a nova reserva pode aumentar em um terço o tamanho das reservas comprovadas de petróleo do país.

Segundo informações divulgadas no período, além de possuir a 2ª maior reserva de gás do mundo, com o novo campo petrolífero, o Irã poderá tornar-se o 3º país do mundo em reservas de petróleo, ficando atrás apenas da Venezuela e Arábia Saudita.  Um grande atrativo para os EUA, não se pode negar!

Apesar disso, o Irã tem encontrado dificuldade para negociar sua grande reserva de combustível no exterior graças às manobras comerciais dos EUA, que não são de hoje.

Vale lembrar que em 2018, Donald Trump anunciou a saída unilateral do país do acordo nuclear assinado com o Irã e outros seis países em 2015. Desde então, as sanções para atingir as exportações de petróleo iraniano aumentaram consideravelmente.

E agora, curiosamente, Trump ataca a um comboio iraniano no aeroporto de Bagdá, no Iraque, no dia 3 de janeiro de 2020, matando 7 pessoas, entre elas um dos principais integrantes do governo iraniano, o general Qassem Soleimani.

Para justificar o bombardeio e esconder o real interesse dos EUA no petróleo alheio, o Pentágono afirmou que o ataque ocorreu porque Soleiman planejava atentados futuros contra os norte-americanos, mas não detalha a acusação.

Mas, para analistas e observadores, os motivos do assassinato são bem mais complexos e diversos. Da briga pelo controle do petróleo na região à tentativa de Donald Trump de minimizar a atenção ao processo de impeachment que ele sofre, a decisão passa também pela influência de Israel no governo dos Estados Unidos e por uma estratégia equivocada da atuação no Oriente Médio. 

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) repudia o recente ataque imperialista movido pelos EUA contra a soberania do Irã e do Iraque. Ataque que mostra, mais uma vez, o caráter opressor da potência hegemônica sobre o Oriente Médio, uma região particularmente regada a sangue de povos inteiros massacrados pelas guerras de conquistas; de golpes militares patrocinados pelo capital norte- -americano; e do apoio de Washington a ditaduras teocráticas e genocidas durante décadas, como o Estado sionista de Israel e a Arábia Saudita. Mas, isso não significa apoio político ao regime ditatorial dos Ayatolás, estamos ao lado do povo iraniano contra qualquer agressão imperialista. 

Reflexos no Brasil

Segundo especialistas, o impacto na economia deve ser sentido no mundo todo. O Irã é o décimo maior produtor de petróleo do planeta e controla o Estreito de Ormuz – que liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico –, onde cerca de 20% da produção mundial precisa passar pela região. 

Após o bombardeio norte-americano, o preço do Barril apresentou alta de 4% e chegou a US$ 70. 

Fontes: Brasil de Fato, Boletim Sindipetro-RJ e GGN

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