Petroleiros aderem em peso à greve de 24h. Veja o quadro de mobilizações

Mais uma vez, os petroleiros mostraram porque são referência para a classe operária brasileira. Desde o início da madrugada desta segunda-feira (28/01), a categoria está mobilizada em todas as bases da FNP. A mobilização também acontece em outras unidades espalhadas pelo país, seja com greve de 24 horas ou atrasos na entrada do expediente, para pressionar a empresa a apresentar uma proposta justa de PLR, baseada na reivindicação histórica da categoria de PLR Máxima e Igual para Todos.

No Litoral Paulista, a greve de 24 horas foi deflagrada ainda no início da madrugada, com o corte na rendição dos turnos das 23h e 0h na maior parte das unidades como RPBC, Alemoa, Pilões, Tebar e UTGCA. Nesta manhã, os petroleiros que trabalham no regime administrativo também aderiram à greve. Os ônibus e vans responsáveis por transportar os empregados chegaram praticamente vazios. Na RPBC, por exemplo, a adesão do ADM foi de aproximadamente 70%, número semelhante ao alcançado nas demais unidades. Nos prédios administrativos de Santos a mobilização foi realizada no Edifício Palazzo (Ana Costa).

Na plataforma de Mexilhão, após assembleia com maioria de votos a favor da greve (29 dos 31 votaram pela mobilização), os petroleiros embarcados suspenderam a emissão de PT (Permissão de Trabalho), que será retomada apenas após a greve de 24h. Além de lutarem por uma PLR justa, os trabalhadores de Mexilhão, cuja planta pode ser considerada nova, também lutam por melhores condições de trabalho. Muitos equipamentos, que deveriam funcionar automaticamente, estão operando apenas manualmente, aumento os riscos de acidentes de trabalho. O mesmo movimento está sendo realizado pelos petroleiros da plataforma de Merluza, onde a emissão de PT também está suspensa e retornará apenas ao fim da greve de 24 horas.

Em Alagoas/Sergipe, a greve de 24 horas está sendo realizada na base de Tecarmo, em Sergipe, onde houve trancaço e adesão total dos trabalhadores de turno e ADM. Em Alagoas, a mobilização foi iniciada pela manhã com atrasos de duas horas na Estação de Pilar e ao longo do dia os dirigentes sindicais percorrerão as demais bases para realizarem novas paralisações.

No Rio de Janeiro, os trabalhadores do CENPES e do TABG cortaram a rendição dos turnos e atrasaram em duas horas o início do expediente. No Edise, edifício-sede da companhia, houve trancaço. Em São José dos Campos, na REVAP, houve atraso na entrada do ADM, logo pela manhã, e a estimativa é de que haja corte de rendição no turno das 15h. Já no Sindipetro PA/AM/MA/AP, a mobilização acontece na Transpetro Belém, com paralisação de 24h, na UO-AM, edifício-sede da companhia em Manaus, onde houve atraso nesta manhã de três horas no ADM, e no prédio Alcindo Cacela, em Belém, onde houve atraso durante toda a manhã (das 07h30 às 11h)

Na base do Sindipetro Unificado, onde a Oposição A Base Presente defendeu nas assembleias o calendário unificado, a mobilização também é de greve de 24h em todos os terminais e refinarias. No Edisp II, onde houve intervenção da oposição, a assembleia que votou a aprovação da greve também votou pela exigência de PLR Máxima e Igual para Todos, rejeitando a proposta de regramento da FUP.

Segundo informações divulgadas pela FUP em seu site oficial, no Rio Grande do Norte os trabalhadores seguem também em greve, desde à zero hora. Já na Bahia, os trabalhadores aprovaram a greve, mas ainda não a deflagaram. Segundo o Sindicato, a categoria deve parar por 24 horas nas próximas horas. Em Manaus, os petroleiros da Reman cortaram a rendição do turno às 23h de domingo e prosseguem em greve. Pela manhã, os trabalhadores do administrativo aderiram à paralisação, mas não há informações sobre o percentual de adesão.

No Norte Fluminense, a informação é de que pelo menos 34 plataformas aderiram à greve, desde a zero hora. A greve atinge também as bases terrestres da região. No Terminal de Cabiúnas, os trabalhadores estão desde a meia noite de ontem concentrados em frente à unidade. Pela manhã, os petroleiros do administrativo aderiram à paralisação.

No Paraná e em Santa Catarina, os trabalhadores da Repar cortaram a rendição do turno às 15h30 de domingo. Em Minas Gerais, foram cortadas as rendições nos turnos da Regap, com adesão também do pessoal administrativo. No Espírito Santo, os trabalhadores da P-57 suspenderam a emissão de PTs, e no Terminal de Vitória (TAVIT) e na UTG-SUL, apenas os serviços emergenciais estão sendo realizados. Em Pernambuco, os trabalhadores do Terminal de Suape suspenderam todas as emissões de PTs, e no administrativo a operação está sendo realizada com o quadro mínimo de efetivo. O mesmo ocorre na Refinaria Abreu e Lima e no Gasoduto de Jaboatão, na Paraíba.

* Matéria atualizada às 16h (28/01)

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