Privatização da Amazônia, não!

O que está acontecendo com a Amazônia? A maior floresta tropical do mundo, dona da maior biodiversidade do planeta, está em risco. Áreas estão sendo vendidas para que empresas explorem petróleo e gás natural, sem nenhuma restrição.

No dia 26 de junho, por meio do “teaser de E&P na Bacia de Solimões”, a direção da Petrobrás divulgou a entrega de Urucu, maior reserva terrestre de óleo equivalente (petróleo e gás natural) do país.

A extração de petróleo em um ambiente sensível como a Amazônia exige muitos cuidados, que uma empresa estrangeira não irá ter. Urucu é uma província petrolífera no município de Coari, campo isolado onde só se chega de avião ou de barco. Uma chama onde menos se espera: no centro de uma floresta virgem.

O petróleo de Urucu, saindo de uma profundidade de 2.300 metros é um tipo especial, leve, rico em produtos nobres, muito valorizado. É o melhor petróleo produzido no Brasil. Além disso, a Petrobrás desenvolve um trabalho muito cuidadoso na região e preserva a selva Amazônica, com a manutenção de viveiros com diferentes espécies de plantas nativas. Elas são classificadas, catalogadas e replantadas em áreas degradadas.

Por isso, se Urucu for privatizada, teremos problemas constantes com vazamentos, derrubadas de árvores e a possibilidade de causar mais desmatamento.

Em outras palavras, estaremos expostos aos impactos diretos e indiretos causados pelo descaso das petrolíferas estrangeiras e sujeitos a terríveis desastres como os ocorridos em Mariana (2015) e em Brumadinho (2019).

Daiane Hohn, da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) confirma, em entrevista ao Brasil de Fato, que a privatização da Vale é um dos principais fatores que explica o rompimento da barragem, uma vez que a iniciativa privada busca o lucro máximo em detrimento do meio ambiente e das pessoas. E se precisar, vai intensificar a exploração do meio ambiente para garantir os lucros.

Nessa corrida desenfreada pelo lucro, Agência Nacional do Petróleo (ANP) ainda pretende vender para as empresas blocos próximos ao recife dos Corais da Amazônia, um ecossistema único e recém-descoberto.

Por isso, precisamos mostrar que não aceitamos a venda da Amazônia para que empresas estrangeiras ganhem mais e mais dinheiro. Nesse sentido, a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) apoia a iniciativa e participará da Primeira Assembleia Mundial para a Amazônia, que será realizada de maneira virtual no sábado 18 e domingo 19 de julho às 15h00 no Equador, Colômbia e Peru, 16h00 na Bolívia, Chile, Paraguai, Guiana e Venezuela, e 17h00 no Brasil-São Paulo, Guiana Francesa e Suriname.

A Primeira Assembléia Mundial para a Amazônia também será transmitida em https://www.facebook.com/asambleamazonica e https://www.youtube.com/channel/UC5uRVxQWBKbtyYZXj4_8Zkg.

Mas o que eu tenho a ver com as florestas?

Tudo a ver! A Amazônia tem importância fundamental no controle do clima do planeta e na disponibilidade de água doce. Ou seja, sem floresta não tem água e produção de alimentos. Sua ajuda é essencial para manter as florestas de pé.

Somente com a conservação da floresta, garantiremos o equilíbrio climático global, evitando que a temperatura do planeta aumente. Estamos vivendo uma emergência climática! Enchentes, secas, verões super quentes, temperaturas extremas já estão impactando a vida de milhares de pessoas, principalmente as mais vulneráveis.

Além disso, manter as florestas conservadas pode evitar a proliferação de doenças: um estudo mostrou que ao passo que a floresta é derrubada, também aumenta a incidência de malária. No caso de doenças zoonóticas – aquelas que são transmitidas de animais para humanos – , se um ecossistema está conservado e em equilíbrio, a diversidade de espécies evita que vírus, germes, bactérias e outros agentes patogênicos possam se proliferar.

Entretanto, a perturbação dos ecossistemas naturais – como por exemplo o desmatamento – aumenta as chances desses patógenos passarem de animais selvagens para humanos. Segundo o Greenpeace, um estudo argumenta que cerca de 30% do aparecimento de doenças como Zika, Ebola e Nipah estão conectadas com a mudança do uso do solo. 

FNP apoia a luta para salvar a Amazônia!

Não à venda de Urucu!

Privatizar faz mal ao Brasil!

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