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FNP participa de audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia

Atividade homenageou os 70 anos da Petrobras e tratou dos desafios da reconstrução da estatal e da transição energética   Hoje (04/12) pela manhã, a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) participou de audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) em homenagem aos 70 anos da Petrobras (celebrado no último dia 3 de outubro). A audiência foi presidida pelo deputado estadual Hilton Coelho (PSOL), em colaboração da deputada estadual Olívia Santana (PcdoB), e com a participação do deputado federal Jorge Solla (PT-BA). E tratou sobre a importância da gigante estatal na economia do estado e a consequente modernização e desenvolvimento regional, gerando emprego e renda ao povo baiano. A FNP participou da cerimônia a convite do Fórum Baiano em Defesa da Petrobras e foi representada pelo secretário-geral Adedson Costa e pelo diretor Fábio Mello, ambos dirigentes sindicais do Sindipetro Litoral Paulista (LP). Os dirigentes abordaram os desafios da reconstrução da Petrobras e da transição energética. “A gente passou esses últimos anos dos governos Temer e Bolsonaro lutando contra o desfacelamento da Petrobrás. Vimos nossos amigos trabalhadores perdendo o emprego, sendo acuados em planos de demissão voluntária e a soberania deste país sendo fragmentada. E cada um aqui, eu tenho certeza, contribuiu com um quinhão, na medida da sua possibilidade, para resistir. E isso pra mim é uma vitória incomensurável”, homenageou Adaedson Costa. O secretário-geral da FNP também destacou que agora é o momento de olhar para o futuro e para a premente pauta da transição energética. “Nós precisamos fazer essa transição para a energia pura, a transformação energética. Foram seis anos de atraso. E só tem uma empresa que é capaz de fazer isso no Brasil: a Petrobras. Só tem um capital humano capaz de fazer isso: nós, os trabalhadores do Sistema Petrobras”, disse. Entretanto, em sua intervenção, Adaedson reforçou que os desafios da transição energética serão superados apenas com a reparação e o reconhecimento da categoria petroleira por parte da atual gestão. “É o reconhecimento dos aposentados que estão amargando os equacionamentos [no fundo de pensão Petros] e que a Petrobras tem o dever e a obrigação de reparar. É a reparação também aos trabalhadores da ativa, mas principalmente aqueles que tiveram os seus empregos ceifados nos processos privatização das empresas subsidiárias do Sistema Petrobras. Esses trabalhadores precisam ser reincorporados”, relembrou. Já o diretor Fábio Mello, em sua intervenção, rememorou o crime de lesa-pátria que foi a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) – privatizada pelo governo Bolsonaro e que a gestão Prates tem manifestado interesse de recompra. “Nós vamos conseguir reverter essa privatização com muita pressão popular. Mas também não podemos esquecer da venda de outros ativos, sobretudo a BR Distribuidora e a Liquigás, onde o monopólio privado da distribuição tem colocado ‘o povo de joelhos’”, pontuou Mello. “Temos que retomar tudo aquilo que foi tirado do povo brasileiro nesses últimos anos. Vamos à luta, companheiros. Contem com o Sindipetro Litoral Paulista e com a FNP. Nós estamos juntos”, bradou Mello.

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