Direitos

FNP cobra da Petrobrás levantamento de efetivo e contratação imediata de funcionários concursados

Em novo grupo de trabalho com a companhia, Federação Nacional dos Petroleiros também se posicionou pelo fim das transferências compulsórias e exigiu solução para o problema dos empregados transferidos que estão longe do núcleo familiar   Na última sexta-feira (12/05), a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) participou de outro grupo de trabalho (GT) com representantes da Petrobrás, que desta vez tratou exclusivamente sobre os temas de efetivo e transferências nos quadros da companhia. A princípio, os indicados pela gerência de recursos humanos (RH) e de relações sindicais asseguraram aos dirigentes da FNP que aquele seria um espaço de “respeito total, escuta ativa e empenho conjunto para soluções”. De pronto, o secretário-geral da FNP, Adaedson Costa, reforçou que a categoria petroleira está colocando esperança nesses GTs, uma vez que muitos problemas críticos estão represados há anos. “Queremos reconstruir a empresa para que ela seja voltada aos brasileiros, e não para os acionistas”, pontuou. Em se tratando de efetivo, a primeira demanda colocada na mesa pela FNP foi a convocação imediata dos aprovados e do cadastro de reserva, tanto para o nível superior como para o nível médio, dos dois últimos concursos públicos (respectivamente 2021 e 2023, em processo). “Para que haja um novo projeto que reconstrua a Petrobrás, que é também voltar ao refino, aumentando a produção de diesel e derivados, as fábricas de fertilizantes, a descentralização da companhia, é necessário que haja contratações de pessoal”, reforçou Adaedson Costa. A FNP ainda cobrou o fim da Organização e Métodos de Trabalho (O&M) – no entanto, sem nenhum posicionamento da empresa nesse primeiro momento. “Nossa opinião é que o O&M não reflete a realidade. Somos contrários. É preciso que se faça um novo estudo”, destacou Bruno Terribas, diretor do Sindipetro PA/AM/MA/AP e da FNP. “Os critérios adotados são equivocados e não tem a participação dos sindicatos e das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs)”, complementou Marcelo Juvenal, também diretor da FNP e do Sindipetro Litoral Paulista. “Principalmente no que concerne ao trabalho solitário, onde trabalhadores permanecem sozinhos em unidades, podendo ter algum tipo de mal súbito e a emergência somente vir a ser descoberta no dia seguinte. Ou mesmo trabalhadores que ficam no console sozinhos e precisam aguardar a chegada de alguém da área para poder usar o banheiro”, exemplificou Adaedson Costa. Outro ponto de reivindicação foi um levantamento para a reavaliação do efetivo de todas as unidades e setores, tanto das unidades operacionais, como do administrativo, seja de manutenção, laboratórios, saúde, meio ambiente, segurança, inspeção, comunicação, RH, que indistintamente estão funcionando com um contingente abaixo do necessário. A regularização e a reavaliação dos quadros do Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) – unidade ameaçada de fechamento durante o governo Bolsonaro –, da Transpetro e demais subsidiárias também foi ponderada pelos dirigentes das FNP durante a reunião. Transferências A Federação Nacional dos Petroleiros cobrou o fim das transferências compulsórias (prática habitual da última gestão), sejam elas entre setores ou regiões. “As transferências tem que ser negociadas e devem ser de comum acordo”, ressaltou Adaedson Costa. Nesse sentido, os representantes da nova gestão da Petrobras indicaram que companhia vai seguir essa linha de trabalho onde tiver o poder diretivo. No entanto, a FNP cobrou uma solução urgente aos problemas críticos dos transferidos compulsoriamente na última gestão, sobretudo aqueles das regiões Norte e Nordeste e das unidades que tiveram seus ativos vendidos ou desmobilizados. Nesses casos, também foi cobrada a regularização do turno, que muitos trabalhadores perderam devido à mudança forçada. Outro ponto destacado pela FNP é a flexibilização do teletrabalho e o respeito à garantia dos núcleos familiares desses mesmos trabalhadores transferidos, petroleiros que chegam a ficar três meses sem contato direto com seus parentes, e estão precisando readequar toda a vida com poucas possibilidades de viajar, sofrendo com problemas de adoecimento mental. Antonieta Gontijo, gerente de RH da Perobrás, assentiu que esta é uma questão crítica para a companhia que conversa com o tema geral da saúde mental, e sinalizou que já está endereçando possíveis soluções para tratar de alguns casos específicos.

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