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Estão abertas as inscrições para o 1º Encontro Nacional de Mulheres Petroleiras FNP-FUP

Vamos juntas somar forças e discutir a luta da categoria petroleira contra a opressão de gênero e o assédio De 23 a 25 de maio, acontece o 1° Encontro Nacional de Mulheres Petroleiras Unificado da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e da Federação Única dos Petroleiros (FUP), em Cajamar (SP). A FNP convida todas as trabalhadoras de suas bases — Sindipetro-RJ, Sindipetro-SJC, Sindipetro LP, Sindipetro PA/AM/MA/AP e Sindipetro AL/SE —a participar deste evento inédito, que soma forças entre as duas federações para ampliar a luta da categoria petroleira contra todas as formas de opressão de gênero e contra o assédio sexual e moral na Petrobrás. Com o tema “Nunca mais sem Nós”, o encontro ocorre em um momento decisivo em que as organizações sindicais estão mobilizadas em busca da reconstrução da empresa e da reconquista de direitos, após um longo período de resistência ao fascismo e à violência nos ambientes de trabalho, cujo impacto foi muito maior às mulheres e às pessoas LGBTQIA+. Infelizmente, são diversos os casos de assédio e de importunação sexual enfrentados pelas petroleiras nas unidades do Sistema Petrobrás. Reflexo de uma gestão machista e autoritária, que silenciava e perseguia as trabalhadoras. Mas isso acabou! As petroleiras não vão mais se calar frente aos abusos. E, diante desse novo cenário, é fundamental discutir estratégias unitárias de enfrentamento à opressão de gênero e de fortalecimento das organizações sindicais. “É um momento muito importante e inédito de organização feminina dentro da Petrobrás e, portanto, a participação de todas é fundamental. Se inscrevam e participem”, disse a vice-presidente do Sindipetro-SJC, Cidiana Masini. Inscrições Para participar, basta preencher a ficha de inscrição neste link (CLIQUE AQUI). A FNP orienta que as participantes que precisam de liberação do trabalho utilizem a cláusula 43, da Petrobras, ou 37, da Transpetro, de faltas acordadas que permite se ausentar do trabalho em até cinco dias por ano, com anuência do gerente. O valor do desconto dos salários será ressarcido pelos sindicatos. Mas, para isso, é necessário que as inscrições sejam feitas o quanto antes. Participe! Confira a programação do Encontro: Terça-feira, 23/05 9h – Chegada das delegações e credenciamento 12h – Almoço 14h – Solenidade de abertura 16h30 – Mesa 1 – Ascensão da extrema direita e o impacto sobre as mulheres 19h – Jantar Quarta-feira, 24/05 8h – Café da manhã 9h – Mesa 2 – Formas de Opressão e construção social de gênero (político/familiar/trabalho) 12h – Almoço 13h30 – Mesa 3 – Exemplos de Políticas de Resistência e Combate ao Machismo 17h – Mesa 4 – Instrumentos para a luta contra as opressões existentes na Petrobrás 19h – Jantar Quinta-feira, 25/05 8h – Café da manhã 9h – Plenária 12h – Encerramento/Almoço

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Combate ao assédio, pautas de gênero e conjuntura política pautam o 1° Encontro Nacional de Mulheres da FNP

Em dois dias, mais de 60 trabalhadoras petroleiras debateram questões interseccionais relativas às pautas de gênero dentro do sistema Petrobrás e deliberaram resoluções para o Acordo Coletivo de Trabalho Nos dias 5 e 6 de maio, a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) organizou o seu 1° Encontro Nacional de Mulheres.  O evento contou com a participação de mais de 60 mulheres nos dois dias e aconteceu simultaneamente em quatro das cinco bases da Federação – Sindipetro-Rio de Janeiro (RJ), Sindipetro São José dos Campos (SJC), Sindipetro Litoral Paulista (LP) e Sindipetro Alagoas e Sergipe (AL/SE) – no formato híbrido, com transmissão em tempo real. No primeiro dia, diversas lideranças políticas estiveram na abertura para saudar a grandeza e a importância do encontro no combate ao machismo na Petrobras, bem como no dia a dia do país e do mundo. Além das dirigentes e ativistas petroleiras, militantes e representantes de outras categorias também manifestaram apoio à iniciativa feminina, como a presidenta do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Camila Lisboa, e a vereadora da cidade do Rio de Janeiro, Luciana Boiteux (PSOL-RJ). A mesa principal da sexta-feira tratou dos desafios das mulheres na atualidade e foi conduzida por Marcela Azevedo, do Movimento Mulheres em Luta (MML) e do PSTU; e Tatiany Araújo, da Resistência Feminista e do PSOL. Ambas as debatedoras fizeram uma análise da conjuntura política brasileira atual, realçando a vitória das trabalhadoras contra o Bolsonaro nas eleições do ano passado. Em uníssono, todas as participantes que pediram a palavra criticaram o governo Bolsonaro e a direção da Petrobrás em sua nefasta política para o desmanche da companhia, a regressão de direitos, a falta de espaço para se manifestar e o aumento da cultura da violência contra as mulheres na empresa e no cotidiano, endossadas pelo ex-chefe de Estado. “Precisamos aproveitar esse momento. Convivemos com o assédio sexual desde sempre, se agravando nesses últimos quatro anos. Eu pessoalmente tinha muito medo do que poderia nos acontecer, caso Bolsonaro fosse reeleito. Agora, é o momento de avançar em nossas pautas, conquistamos esse espaço”, disse Cidiana Masini, vice-presidente do Sindipetro-SJC e diretora da FNP. No encontro, demitidas políticas da Petrobrás e subsidiárias também relembraram dos seus casos e ressaltaram ao plenário como a organização de mulheres naquele espaço era acolhedor para projetar as próximas lutas – algo improvável até poucas décadas atrás, quando elas foram perseguidas e assediadas. “As mulheres têm sido extremamente importantes em vários movimentos. A mobilização das mulheres é crescente. Que nossas dores individuais se unam às dores de nossas companheiras, gerando força de mobilização e luta”, complementou Cidiana. Combate ao assédio   No segundo dia do Encontro Nacional de Mulheres da FNP, a pauta do assédio sexual e moral dentro da Petrobrás abriu os trabalhos pela manhã e deu a tônica nas demais atividades. Após a votação do regimento, o painel “Combatendo o assédio no ambiente de trabalho” contou com a presença da advogada do Sindipetro-RJ, Karina Mendonça, da pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Luciana Gomes, e da doutoranda em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP), Daniela Tavares. O caso do assediador do Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), no Rio de Janeiro, foi relembrado em muitas intervenções das petroleiras, que sempre ressaltavam se tratar de um reflexo da cultura machista vigente na empresa, e que lamentavelmente não tomou as medidas corretas, na hora certa, para proteger as trabalhadoras violentadas do dano causado. Uma dessas trabalhadoras esteve presente no 1° Encontro de Mulheres da FNP e foi homenageada pelas petroleiras. “Infelizmente, o assédio, qualquer que seja ele, não é uma novidade na sociedade e tampouco na Petrobrás. O que faz a diferença é como a gestão da empresa lida com esse problema: de forma a autorizá-lo ou coibí-lo. E nós estamos aqui reunidas para que esse tipo de prática não seja mais naturalizada e tolerada na nossa empresa. Queremos um espaço de trabalho de respeito, segurança e saudável para todas”, disse Moara Zanetti, conselheira do Sindipetro RJ e diretora da FNP. A dirigente, entretanto, reforça que não dá pra se pensar em políticas de combate ao assédio sem priorizar as trabalhadoras terceirizadas, que possuem vínculos e contratos precários com a Petrobrás. “Essa reunião das mulheres petroleiras é uma potência. Quando nos reunimos e nos organizamos, nos fortalecemos e tornamos o nosso sofrimento, aparentemente individual, como pauta política, mobilização. Isso nos torna muito mais fortes nessa correlação de forças tão desigual e com avanços inevitáveis”, comentou Moara. Outras atividades e próximo encontro O segundo dia do encontro ainda contou com um debate sobre os direitos das mulheres em acordos coletivos, conduzido pelas especialistas Ana Godoy, do Instituto Latino Americano de Educação (Ilaese), e Renata Belzunces, do  Departamento Intersindical de Estatísticas e Edudos Sócio Econômico (Dieese). À tarde, as trabalhadoras se reuniram em grupos de trabalho e depois votaram as resoluções, que serão sistematizadas nos próximos dias para serem apresentadas como pautas das mulheres da categoria petroleira no acordo coletivo de trabalho (ACT). “O encontro foi muito importante, debateu os desafios das mulheres na atualidade, preparou e organizou as mulheres pra enfrentar os desafios do próximo acordo coletivo, buscando ampliar a luta contra o assédio sexual e o assédio moral na Petrobrás, e buscando também ampliar os direitos das mulheres”, explicou Natália Russo, diretora do Sindipetro-RJ e da FNP. “A gente sai mais fortalecida após este encontro. Nós homenageamos as bravas guerreiras do Cenpes, que fizeram as denúncias de assédio sexual e levou todo esse desencadear desta luta contra o assédio. Foi um momento muito emocionante. É a gente se organizando, se encontrando, acolhendo umas às outras, que a gente vai conseguir fortalecer os nossos laços de solidariedade, defender os nossos direitos no acordo coletivo e lutar contra o assédio”, resume Natália. A dirigente ainda alertou as petroleiras para o próximo compromisso comum: o Encontro Nacional de Petroleiras Unificado, que reunirá as companheiras das bases da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e da Federação Única dos Petroleiros (FUP), a ser realizado entre os

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