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COMISSÃO DA AMS | FNP reivindica celeridade no retorno do custeio 70×30 e a participação dos trabalhadores na gestão do plano de saúde

Federação Nacional dos Petroleiros também cobrou o retorno dos postos de atendimento presencial e a melhoria nos programas da AMS   Na quarta-feira (28/02), a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) se reuniu com a gestão de Recursos Humanos (RH) da Petrobras para tratar de questões relacionadas ao plano de saúde dos empregados.   Confira os principais pontos debatidos na Comissão da AMS.   Modelo de gestão do plano de saúde A FNP pressionou novamente a empresa pela formação de uma comissão para discutir o modelo de gestão do AMS, que inclua a participação dos trabalhadores, e definir se será por RH ou por associação. A FNP entende que gestão deve ser pelo RH. A Petrobras se comprometeu a retornar com um posicionamento.   Comissão para discutir a gestão da APS: A Federação Nacional dos Petroleiros cobrou da empresa a criação de uma comissão para discutir a gestão da APS. Neste espaço, a FNP pretende lutar pelo fim da APS. A Petrobras afirmou que tratará do assunto internamente e dará uma resposta posterior.   Custeio 70×30 e mudanças necessárias A FNP questionou a Petrobras sobre o retorno do custeio 70×30 e das mudanças necessárias para implementá-lo. A empresa respondeu que aguarda o desfecho das negociações entre os representantes das estatais com a Secretaria de Coordenação das Estatais (Sest) e a reformulação das resoluções da CGPAR, previstas para acontecer até o fim de março.   Programas de Saúde da Petrobras A Petrobras apresentou os programas de saúde que estão em fase de elaboração ou implementação, incluindo saúde mental (já no portfólio e que será amplamente divulgado), internação por dependência química sem coparticipação (também implementado) e o PASA (Programa de Avaliação da Saúde do Aposentado), que está em elaboração, com o lançamento previsto até junho.   Atendimento Presencial A empresa anunciou o retorno dos postos de atendimento presencial nas cidades do Rio de Janeiro, Macaé, Aracaju, Salvador e Santos até o final de março, além do atendimento itinerante em demais municípios. A FNP cobrou com veemência o retorno do atendimento presencial em todas as cidades onde há beneficiários do plano.   Credenciados e melhorias A Petrobras apresentou os números de credenciados na AMS e um programa de melhorias. A FNP cobrou celeridade nos avanços e atenção às regiões com baixo número de credenciados.   Fechamento do custeio de 2023 A empresa informou sobre o déficit de R$ 68 milhões no custeio de 2023, com redução de R$ 20 milhões referentes aos 2% cobrados do Abono do ACT. O déficit restante será cobrado em 6 parcelas, de junho a dezembro de 2024. A FNP solicitou melhor detalhamento e apresentação pormenorizada deste balanço, bem com o percentual que impactará os beneficiários.   Reajuste IPCA Saúde A FNP solicitou a informação do percentual do IPCA saúde que irá incidir na participação dos beneficiários a partir de 1° março.  A Petrobras informou que o reajuste do IPCA Saúde será incidido apenas em abril, retroativo a março, e aguarda o fechamento do IBGE.   Programa PAE e acompanhamento de autistas A FNP cobrou melhorias no no Programa de Assistência Especial (PAE), especialmente aos beneficiários com dependentes autistas. A empresa mencionou a dificuldade na disponibilidade de profissionais para o tratamento ABA e está estudando outras opções.   Benefício Farmácia A Petrobras informou que a opção de compra direta foi implementada e é a mais utilizada, em detrimento da opção de delivery e reembolso. A companhia ainda disse que será dada ampla divulgação da rede credenciada. A FNP solicitou a verificação de possíveis dificuldades que alguns beneficiários estão tendo na compra de alguns medicamentos e no respectivo reembolso.   Testes e Vacinação Após cobrança da FNP, a Petrobras informou a existência de um convênio para descontos na compra de vacinas da dengue e de covid-19, e orientou sobre o uso do atendimento de telemedicina do Hospital Albert Einstein para os casos de suspeita de ambas as doenças.   APS A FNP, por fim, ressaltou a necessidade de melhorias nos canais de atendimento e transparência nas prestações de contas da APS.

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GT AMS: Entidades sindicais pleiteiam interrupção das eleições na APS

No primeiro encontro do novo GT, FNP, FUP e Conttmaf criticaram a gestão da APS e reivindicaram novo modelo de gestão do plano de saúde Ontem (31/08), às 17 horas, a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos na Pesca e nos Portos (Conttmaf-Marítimos) se reuniram com a gerência de Recursos Humanos da Petrobrás, no primeiro encontro do GT AMS, que busca solucionar os gargalos da Assistência Multidisciplinar de Saúde. De pronto, os dirigentes sindicais repudiaram com veemência a continuidade das eleições para os conselhos da Associação Petrobrás de Saúde (APS) e pleitearam a interrupção do pleito, uma vez que a formação deste GT visa discutir propriamente a estrutura da AMS e o seu modelo de gestão. “Ou seja, se a gestão do plano vai se dar pelo RH ou pela Associação. Se for pela Associação, como vai ser esse estatuto? Como serão as eleições? Como será a participação dos trabalhadores na gestão?”, explica Adaedson Costa, secretário-geral da FNP. Em sua apresentação, os representantes da Petrobrás tentaram endossar melhorias no estatuto APS, mas os diretores das entidades presentes rebateram imediatamente. “O que antecede essa discussão é se o modelo de gestão será através do RH ou não”, reiterou Adaedson. Os vícios de ilegalidade na fundação da APS – criada ao final de 2020 por Cláudio da Costa, ex-gerente executivo de Recursos Humanos da Petrobrás, investigado pelo Ministério Público Federal e  pelo Tribunal de Contas da União – também foram destacados pelos assessores jurídicos da FNP e da FUP. A APS é uma associação privada, que passou a gerir a AMS desde abril de 2021. Já a AMS é o quarto maior plano de autogestão do país, com mais de 240 mil beneficiários e tem uma carteira avaliada em cerca de R$ 2,7 bilhões anuais. Ainda na reunião do GT, as entidades sindicais criticaram a companhia pela terceirização da gestão da AMS, assumindo apenas a condição de patrocinadora, não mais de mantenedora do plano de saúde, e assim se isentando da responsabilidade com os beneficiários.   Próximos passos O GT AMS terá duração de 30 dias, com reuniões semanais todas as quintas-feiras. No entanto, na próxima semana, em decorrência do feriado da Independência do Brasil, o encontro do grupo de trabalho será na quarta-feira (06/09), às 14 horas. “Acompanhe o site da FNP, acompanhe as nossas informações e fique atento. O nosso plano de saúde é um direito”, conclui Adaedson Costa.  

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