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PLR 2023 | Petrobras diz que meta não foi atingida integralmente e remuneração terá redução de 1%

Em reunião com a FNP, gerência de RH informou que a empresa atingiu 99,3% do indicador financeiro devido aos ajustes feitos no ACT e ao pagamento de hotéis e adicionais para os novos funcionários do curso de formação; pagamento deve acontecer até o final de maio   Ontem (20/05) à tarde, dirigentes da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) se encontraram com a gerência de RH da Petrobras, que apresentaram os indicadores finais referentes à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2023. Todos os indicadores para o pagamento da remuneração variável foram atingidos em 100%, com exceção ao indicador financeiro, que a companhia atingiu 99,3% da meta. O peso desse indicador é 10. Portanto, o resultado final do conjunto de indicadores ficou em 99,9% e haverá a consequente redução de 1% no valor da PLR, conforme acordo firmado. Esses dados são apenas da Petrobras holding. Questionados sobre os principais motivos para a falta de êxito neste quesito, os representantes da companhia informaram que isso ocorreu devido aos ajustes feitos no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2023-2025. Eles ainda responsabilizaram o pagamento de hotéis e dos adicionais de permanência e de transferência aos novos petroleiros durante o curso de formação – um pleito das entidades sindicais. No encontro, a FNP solicitou uma apresentação detalhada de todos os indicadores que apontem minuciosamente os impactos que resultaram no não atingimento da meta. Os dirigentes sindicais questionaram ainda qual será a data do pagamento final da remuneração variável, uma vez que todos os requisitos formais de tramitação já foram suplantados, tais como a Assembleia Geral da Petrobras e o pagamento de dividendos aos acionistas. Os representantes da Petrobras disseram que ainda não possuem permissão para divulgar a data de pagamento, porque ainda há uma tramitação interna de aprovação a ser cumprida. Em todo caso, eles projetaram que a execução da PLR pode ocorrer até o final deste mês de maio de 2024 e será disponibilizado um simulador aos empregados. A FNP questionou sobre o pagamento da PLR proporcional aos empregados recém aposentados – aqueles trabalhadores que se desligaram da empresa durante o exercício 2023 e hoje não constam mais no quadro da Petrobras. São os casos também de empregados que pediram demissão, entraram no Programa de Desligamento Voluntário (PDV) ou saíram da companhia no último ano por qualquer outro motivo. O RH informou que pretende realizar o pagamento desse pessoal na mesma época dos trabalhadores da ativa ou em até 15 dias depois, no máximo. Em relação à Transpetro, PBIO e TBG, a Federação Nacional dos Petroleiros está em contato com as três empresas para que apresentem os seus resultados de 2023 o mais rápido possível, assim como a data que vão pagar a PLR dos empregados, conforme firmado no ACT. A Federação Nacional dos Petroleiros cumpriu o seu compromisso e informa à categoria, por fim, que seguirá atenta a um novo regramento para a PLR 2024 a ser discutido com a Petrobras, sobretudo no que se refira aos pontos mais sensíveis a fim de evitar um novo não atingimento de meta.  

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PLR 2023 | Ao conjunto da categoria, FNP indica rejeição à segunda proposta

No entanto, se a maioria dos sindicatos aprovar a aceitação da proposta, os Sindipetros das bases da FNP também estarão autorizados a assinar o Acordo de Participação nos Lucros e Resultados   A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) está chamando os trabalhadores de todas as bases a rejeitar a última proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2023 [VEJA OS DETALHES ABAIXO], apresentada pela Petrobras nos dias 15 e 16 de janeiro de 2024 . Ao mesmo tempo, indica às assembleias a autorizarem seus sindicatos a assinarem o Acordo de PLR, conforme o resultado final do quadro nacional. Com a maioria dos sindicatos das bases das duas federações rejeitando a proposta, será possível avançar! O montante destinado ao pagamento ainda está muito aquém dos números de 2023 apresentados até o momento pela empresa no mercado, considerando: que a Petrobrás é a maior pagadora de dividendos e de impostos e royalties no Brasil; que a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) está na legislação brasileira e foi criada para impactar a remuneração da equipe, sendo um recurso para imprimir o crescimento da empresa; que ainda faltam os dados do 4º trimestre nas contas que estão sendo feitas sobre os resultados de 2023; que as regras da própria Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) do Ministério da Economia são de pagamento de PLR no menor valor entre dois parâmetros: 6,25% do lucro líquido ou 25% do que foi destinado aos acionistas; e que os R$ 2,8 bilhões que a empresa oferece de PLR são MUITO MENOS do que os R$ 7,5 bilhões possíveis Veja abaixo: Resultado do lucro líquido (com previsão do 4º trimestre/2023): R$ 120 bilhões Menor índice entre 6,25% ou 25%: R$ 7,5 bilhões Valor que a empresa pretende pagar: R$ 2,8 bilhões   O fato é que depois de um ano e de o bolo estar gigante, a hierarquia na empresa quer deixar os empregados com a menor fatia para beneficiar os acionistas.   É preciso e possível avançar Após os petroleiros rejeitarem, por ampla maioria, a primeira proposta rebaixada da estatal, a FNP se reuniu com o RH no dia 15/01 para receber a segunda proposta, que alterou pontos importantes, mas ainda está bem longe do possível e merecido: – reduziu a diferença na relação piso-teto, porém ainda com grandes desigualdades  — ainda mais considerando a existência do Programa de Reconhecimento de Desempenho (PRD), que mantém o fosso de desigualdade em algumas vezes; – as subsidiárias Transpetro, PBIO e TBG passam a receber o mesmo valor, mas em formatos diferentes, como Abono e PRD, que implica incidência maior de Imposto de Renda. A FNP reivindica distribuição igualitária para todo o Sistema; e – revisou a vigência de dois anos para um ano. Entendendo que este é o momento correto de avançar e diminuir a disparidade dentro da já distorcida remuneração variável, a FNP chama os trabalhadores a rejeitarem esta proposta. É possível avançar mais e a forma de conseguir isso é rejeitando essa proposta nas bases das duas Federações em todo o país. A partir desta avaliação, a FNP procurou a FUP para construir esse indicativo conjunto, mas a FUP, mais uma vez, sem surpreender, privilegiou sua unidade com o RH e a Direção da empresa em detrimento do interesse dos trabalhadores, e está convocando assembleias com o indicativo de aceitação. Chamamos todos os trabalhadores de todas as bases de ambas as federações a rejeitarem essa proposta. Com a maioria dos Sindicatos das bases das duas federações rejeitando, será possível avançar! Caso contrário, diante de um resultado nacional negativo, os sindicatos estariam autorizados a assinar o acordo. Veja o calendário de ASSEMBLEIAS do seu Sindipetro e participe!    

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PLR 2023 | Bases da FNP realizam assembleias com o indicativo de rejeição

Por ampla maioria, petroleiros de São José dos Campos já rejeitaram a 1ª proposta; trabalhadores do Litoral Paulista, Rio de Janeiro, Alagoas/Sergipe e Pará/Amazonas/Maranhão/Amapá decidirão até a próxima semana   Chegou 2024 e a categoria petroleira segue mobilizada para rejeitar a 1ª proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), realizada pela Petrobras em dezembro de 2023, considerada muito aquém e discrepante. A direção da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) indicou a rejeição desta primeira oferta de remuneração variável, a fim de pressionar por uma nova proposta da estatal que seja justa, linear e isonômica [CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS]. As bases da FNP estão em processo de assembleia desde dezembro e seguem em consulta até o próximo dia 11 de janeiro.   SJC  Ainda no final do ano passado, o Sindipetro São José dos Campos (SJC) concluiu todas as suas assembleias, tendo a categoria do interior de São Paulo rejeitado a proposta por ampla maioria. Foram 94,5% dos votos contrários e apenas e 3,5% a favor, além de 2% de abstenções.   LP O Sindipetro Litoral Paulista (LP) realiza as suas assembleias entre os dias 7 e 9 de janeiro. A partir do dia 7 de janeiro, as consultas serão feitas nas portarias das unidades operacionais para os trabalhadores de turno e das plataformas da Bacia de Santos. Já na próxima terça-feira (09/01), acontece a assembleia geral na sede (Santos) e subsede (São Sebastião) do sindicato, com a primeira chamada às 17h30 e a segunda chamada às 18h, para decidir aprovação ou rejeição da 1ª proposta de PLR.   RJ O Sindipetro Rio de Janeiro (RJ) tem organizado as assembleias para deliberar sobre a proposta de remuneração variável desde 22/12 e segue com as consultas até o dia 11/01. Confira abaixo a tabela atualizada das assembleias nas bases do Rio de Janeiro, com os locais e horários de cada unidade e turno.   PA/AM/MA/AP De acordo com a diretoria do Sindipetro Pará/Amazonas/Maranhão/Amapá (PA/AM/MA/AP), a proposta de PLR 2023 vem sendo rejeitada em massa pela categoria na região, atingindo até agora um índice de reprovação de 89 %. As assembleias de São Luís (MA) – as últimas restantes nas bases do Sindipetro PA/AM/MA/AP – ocorrem a partir de hoje (04/01) e seguem até a próxima terça-feira (09/01). Com as consultas realizadas nos outros estados, a proposta já está matematicamente rejeitada.   AL/SE O Sindipetro Alagoas/Sergipe (AL/SE) irá realizar assembleias para discutir a proposta de PLR da Petrobras na próxima semana, com data e horário a definir.

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