Organizações exigem intervenção do governo brasileiro, liberdade imediata para ele e outros ativistas, e repudiam acusações de posse de drogas feitas por Israel para deslegitimar a Flotilha Global Sumud 2026
O dirigente sindical Leandro Lanfredi, diretor da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e do Sindipetro-RJ, foi detido na madrugada desta quinta-feira (30/04) por forças militares israelenses no Mar Mediterrâneo, próximo à Grécia.
Lanfredi integra a Flotilha Global Sumud 2026, uma coalizão internacional de ativistas que navega rumo à Gaza com o objetivo de romper o bloqueio naval e entregar ajuda humanitária à população palestina.
Também foram sequestrados os militantes brasileiros Thiago Ávila (Coalizão Flotilha da Liberdade de Gaza) e Mandi Coelho (Rebeldia/PSTU).
Interceptação em águas internacionais
Segundo informações confirmadas pela coordenação da Flotilha e por veículos como o Esquerda Diário e o Opinião Socialista, a embarcação La Pinya, onde Lanfredi se encontrava, foi cercada e abordada ilegalmente pelas Forças de Defesa de Israel (FDI).
Relatos indicam que as comunicações foram cortadas e os ativistas foram conduzidos sob custódia, em uma ação descrita pelos organizadores como “sequestro em águas internacionais”.
A missão de 2026 é a segunda grande investida da Global Sumud Flotilha em menos de um ano, após tentativas anteriores em 2025 terem sido igualmente barradas.
A frota deste ano conta com centenas de ativistas, médicos e parlamentares de diversos países, transportando toneladas de suprimentos médicos e alimentos.
Desinformação e guerra de narrativas
De acordo com o jornal Times of Israel, a marinha israelense encontrou “drogas e preservativos” nas embarcações da Flotilha Global Sumud. Esse é um recurso clássico de guerra narrativa, voltado a desviar o foco da crise humanitária na Palestina e a desmoralizar politicamente os ativistas perante a opinião pública internacional.
Essa tática de “narcodeslegitimação” não é nova e também ecoa os métodos utilizados pela retórica de Donald Trump na América Latina ao rotular adversários como Maduro na Venezuela ou Gustavo Petro na Colômbia como líderes de “cartéis” ou traficantes.
Assim, o poder imperialista tenta esvaziar o conteúdo político da resistência dos povos dissidentes e justificar arbítrios, sanções e intervenções militares sob uma pretensa égide moral.
A acusação de tráfico ou comportamento “imoral” serve como uma cortina de fumaça conveniente para encobrir violações do direito internacional e a repressão sistemática a movimentos que contestam bloqueios e violações de soberania.
Avanço do lobby sionista e o ataque às liberdades democráticas no Brasil: repúdio total à condenação do presidente do PSTU, Zé Maria de Almeida
A repressão israelense não se limita ao Mar Mediterrâneo, ela também avança silenciosamente sobre as instituições brasileiras através de um lobby agressivo no Congresso Nacional e no Poder Judiciário.
Um exemplo alarmante desse cerceamento democrático é a recente condenação de Zé Maria de Almeida, presidente e fundador do PSTU, a mais de dois anos de prisão por um discurso proferido em outubro de 2023 contra o Estado de Israel.
A decisão judicial, que criminaliza a livre expressão e o apoio à causa palestina, reflete a importação de métodos autoritários para perseguir quem denuncia o genocídio em curso em Gaza.
A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) condena de forma veemente essa decisão judicial, classificando-a como um ataque direto a toda a classe trabalhadora e aos movimentos sociais que não se curvam ao imperialismo. É inaceitável que o aparato jurídico brasileiro seja utilizado como braço de pressão de interesses estrangeiros para silenciar lideranças históricas que lutam por autodeterminação e contra violações de direitos humanos fundamentais.
Essa escalada repressiva — que une, na mesma semana, o sequestro de Lanfredi em águas internacionais à tentativa de encarcerar Zé Maria no Brasil — demonstra que o sionismo busca normalizar o arbítrio em escala global.
É hora de pressionar o governo brasileiro
Organizações sindicais e movimentos sociais no Brasil iniciaram uma campanha imediata de pressão sobre o Palácio do Planalto e o Ministério das Relações Internacionais-Itamaraty.
A exigência central é que o governo do presidente Lula intervenha diplomaticamente para garantir a integridade física de Leandro Lanfredi e dos demais brasileiros a bordo, assegurando sua libertação imediata e o retorno seguro ao país.
É fundamental que o governo brasileiro não se silencie diante da detenção ilegal de um cidadão brasileiro em uma missão humanitária
Quem é Leandro Lanfredi
Leandro Lanfredi é uma voz ativa no movimento sindical brasileiro e internacionalista.
Como diretor do Sindipetro-RJ e da FNP, tem histórico de defesa da soberania dos povos e participou, em 2025, de audiências públicas na Câmara dos Deputados para denunciar a crise humanitária em Gaza e cobrar a interrupção do envio de petróleo brasileiro para a máquina de guerra israelense.


Como ajudar a denunciar:
- Compartilhe: use as redes sociais para divulgar a hashtag #LulaResgateOsBrasileirosDaFlotilha #LibertemLanfredi #GlobalSumudFlotilha #GlobalSumudFlotilla #BreakTheSiege #GlobalSumud #PalestinaLivre #FreePalestine
- Acompanhe: Atualizações nos portais Esquerda Diário, Opinião Socialista e nas redes e perfis oficiais da Global Sumud Flotilla e dos integrantes.
- Pressione: Envie mensagens às redes oficiais do Ministério das Relações Exteriores exigindo ação imediata. Marque @lulaoficial, @govbr e @itamaratygovbr



